Nunca pensei que pudesse ir tão longe!!!

Nunca pensei que pudesse ir tão longe!!!
Nunca desista! Defenda o Meio Ambiente !

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Oficio 104/2010 - MPES e Recomendacão.

30/7/2010

MPES quer que polícia apure possível
prática de crime por parte do Iema

Flavia Bernardes



O Ministério Público Estadual (MPES), por intermédio da promotora Elizabeth de Paula Steele, protocolou, no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Guarapari, um pedido de instauração de inquérito policial para apurar as “praticas” no processo de licenciamento ambiental da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), com o possível cometimento de crime contra administração pública por parte do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).

Segundo o ofício de n° 104/2010, o pedido do MPES foi motivado pela resposta dada pelo Iema, njornal A Gazeta, após o conhecimento sobre a notificação recomendatória emitida pelo MPES, que solicitou a paralisação do processo de licenciamento da CSU.

Neste contexto, para requisitar a instauração de inquérito policial, o MPES considerou “a reportagem do jornal A Gazeta publicando notícia dando conta que teria, a Senhora Sueli Passoni Tonini, na condição de Diretora Presidente do IEMA, informado que não acataria a Recomendação Notificatória do Ministério Publico”.

No ofício, a promotora informou que a possibilidade de existência de crime na conduta da diretora do Iema Sueli Passoni Tonini, independentemente de improbidade administrativa a ser apurada na esfera cível, levou o MPES a requisitar a instauração de inquérito policial.

Foi requerida também a oitiva da diretora do Iema, para que esclareça suas declarações ao jornal A Gazeta, publicadas no dia 30 de junho deste ano; a oitiva de Adriana Marques, presidente da Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari, para que informe sobre o ofício remetido ao Iema, e as solicitações, bem como seus atendimentos e o que houver para esclarecimento.

Segundo o MPES, a remessa dos autos deverá ser feita diretamente para a 6ª Procuradoria da Comarca de Guarapari.

O Iema foi procurado para se manifestar, mas até o fechamento desta edição nenhuma informação foi divulgada.

Reunião preparatória

Uma reunião preparatória para a audiência pública - ainda sem data definida – foi realizada em Guarapari, na última semana, pelo MPES-Guarapari, para discutir a presença dos grandes projetos poluidores na região.

A reunião uniu inúmeros especialistas na área de oceanografia, biologia, engenharia agrônoma, historiadores, pedagogos, ambientalistas e representantes de entidades civis organizadas ligadas ao setor de hotelaria, comércio, turismo e a Igreja Católica da região.

Segundo o ambientalista Júlio Barreto, a reunião foi marcada pela forte representatividade da sociedade. “Estes licenciamentos não dão voz ao povo. A audiência é marcada por três minutos para nós falarmos e três horas para o empreendedor. Desta vez foi diferente. Foram mais de duas horas voltadas para a população”, contou.

Durante a reunião inúmeros apontamentos ligados à poluição do ar, à expulsão de comunidades, à falta de infraestrutura, entre outras carências, foram feitos pelos presentes. Além disso, foram apresentados novos impactos. “Se estes projetos se efetivarem, a região ficará com uma atividade tão intensa de navios que alterará a rota das baleias Jubarte, que cruzam o litoral capixaba em busca das águas quentes do Parque Nacional Martinho de Abrolhos”, lembrou Júlio.

Críticas sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da CSU também foram freqüentes durante a reunião. A conclusão entre os ambientalistas é que até para quem não entende a linguagem técnica estão claras as falhas e omissões de informação.

O encontro entre as entidades civis organizadas e MPES poderá subsidiar a 1ª Carta Ambiental de Guarapari, para que sejam divulgados os interesses em comum do povo pelo bem coletivo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

PRE- CARTA AMBIENTAL DE GUARAPARI

ATA de ENCONTRO PREPARATORIO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA


Aos 24 (vinte quatro) de julho de 2010 (dois mil e dez), às 14h00min (quatorze horas), no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Conceição situado à Rua Davinos Mattos s/nº, Centro - Guarapari/ES foi realizado o Encontro preparatório para Audiência Pública, na qual estavam presentes todos que assinaram a Lista de Presença, rubricada FAMOMPOG através de sua Presidente Andrea Gante e pela AHTG Sra. Adriana Marques, conforme pode ser visto por todas as folhas, bem como demais Associações de bairros e interessados, momento em que foi juntado dois abaixo assinados com cerca de 600 ( seiscentas) assinaturas e identificação do signatário através de seu CPF e CI, passando ambos os referidos documentos a integrar essa Ata. O Encontro para esta Audiência Pública ocorreu através da seguinte Convocação: CONVOCAÇÃO de ENCONTRO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA. No dia 24.07.2010- 14 horas na Paróquia Nossa Senhora Conceição-Centro Guarapari. ASSUNTO - Atividades possivelmente poluidoras no Município Vizinho, sem Estudos de impactos para o Município de Guarapari. - Colheita de elementos para o PP015/2010 - Meio Ambiente e Principio da Precaução. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO, por intermédio de sua Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, presentado pela Promotora de Justiça Titular da 6ª. PCGU, ELIZABETH PAULA STEELE- matricula 1293, com lastro no Procedimento Administrativo 015/2010/6ª. PCGU, com fundamento: a)- No artigo 127 e seguintes da Constituição Federal, b)- Lei 7347/85( Lei da Ação Civil Pública), c)- Artigo 27 da Lei 8625/93( Lei Orgânica do Ministério Publico da União), artigo 29, caput, e §único incisos I, II, III e IV da Lei Complementar 95/97 do Ministério Público do Espírito Santo,e demais normas vigentes e aplicáveis ao presente; Passa a dispor para finalmente Convidar OS INTERESSADOS, para comparecerem no dia 24 de julho de 2010, às 14 horas, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, situado no Centro de Guarapari, Igreja Nossa Senhora da Conceição, em frente ao Supermercado Santo Antonio; Assim o faz , também, CONSIDERANDO o artigo 225 da Constituição Federal, o artigo 182 e 183 da CF/88, Lei 10.257/01( Estatuto das Cidades Brasileiras), o Plano Diretor Municipal de Guarapari- ES, e, Lei Federal n.º 6.938/81, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, este como patrimônio publico necessariamente assegurado e protegido (artigo 2º, inciso I); Isso PORQUE a dignidade humana é base para o direito à vida e bem estar da sociedade em geral, artigo 1º, III, da CF/88, que a sociedade democrática é a gestora primária e original dos seus interesses e patrimônio, que se encontra em curso na Promotoria de Justiça Ambiental de Guarapari procedimento administrativo, cujo escopo é a realização de estudos de impacto de vizinhança – que foi preterido nesses longos anos em que empresas possivelmente altamente poluidoras se instalaram no Município vizinho de Anchieta, ES, bem como as demais empresas já elencadas no procedimento e que pretendem operar no mesmo Município, o que causará danos irreversíveis ou de difícil reversão ao nosso Meio Ambiente- assim entendido como um todo; Tomando por base os índices do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em vigor, dando conta do empobrecimento do Município de Guarapari a níveis quase intoleráveis em razão de sua localização geográfica e fins turísticos, lazer, beleza e patrimônio natural esplêndido, considerado como “CIDADE SAÚDE”, constatada a pobreza em 32,47%,(in IBGE online- cidades) inexistindo conhecimento que haverá de minorar ou estancar. Certo que o meio ambiente não possui barreiras (muros) que impeçam sua degradação- ameaça de lesão ou lesão plena, a contaminação da emissão de partículas provenientes de pó de minério de ferro, pelotas, carvão, bem como sua estocagem, o que origina evidente poluição atmosférica que alcança a coletividade guarapariense; a utilização indevida( pois que existem outros meios) do rio Benevente que não suportará as atividades da CSU e demais empreendedoras; Instado o procedimento em razão das denúncias de entidades, do povo, de Associações quanto ao processo de licenciamento do IEMA- Instituto Estadual ( do ES) e a não contemplação de analise do Município de Guarapari, dentre as atribuições que cabem a esse órgão de execução; CONSIDERANDO que a Promotora de Justiça Elizabeth de Paula Steele, matricula 1293 do MP/ES é Titular da Promotoria de Justiça Meio Ambiente de Guarapari-(6ª. PCGU), devendo apurar/evitar degradação, ameaça de lesão ou efetiva lesão ao meio ambiente de Guarapari-ES, com atribuição para tomar as medidas preventivas e qualquer outra providencia para defender com plenitude e , cumprir sua missão Institucional com autonomia e independência funcional em prol do Meio Ambiente de Guarapari, sob pena de invalidade de atos praticados extrajudicialmente e nulidade absoluta de atos judiciais- já praticados ou que venham a ser praticados para que futuramente não haja argüição de erro de possíveis agentes poluidores; Considerando o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO e que cabe ao Ministério Publico constitucionalmente, promover TODAS as medidas cabíveis para proteção prevenção e reparação de danos causados ao meio ambiente, para fins de tomar, ainda, as demais providencias necessárias para a responsabilização dos infratores- civil e criminalmente, bem como providencias outras; Considerando que lhe incumbe melhor instruir-se, em audiência pública, para, com a colaboração da coletividade local, melhor discutir a questão e suas conseqüências para a própria comunidade guarapariense e interessada, instruindo o procedimento administrativo 015/2010- da 6ª. PCGU- Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Guarapari é que:COMUNICA: que fará realizar esse ENCONTRO no dia 24 de julho de 2010, ás 14 horas, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Centro, Guarapari, ES, em frente ao Supermercado Santo Antonio, onde serão tratados os assuntos afetos ao Ministério Publico do Meio Ambiente de Guarapari e a lesão e/ou possível lesão ao Meio Ambiente, e mais: 1. Objetivo: Obter subsídios e informações adicionais, também de técnicos, no que se refere a AUSÊNCIA DE ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA para o Município de Guarapari; bem como esclarecimento sobre ausência de EFETIVOS IMPACTOS de vizinhança que não se encontram relacionados no EIA/RIMA da 4ªa Usina de Pelotização, bem como da CSU, e outros possíveis poluidores, para fins de instrução plena; 2. O Ministério Público além de informar sobre o conteúdo do presente tomará por termo e fixara em ATA sobre os acontecimentos, como elementos de instrução do Procedimento administrativo 015/2010; também os trabalhos técnicos ou elaborados por técnicos que auxiliem nossos trabalhos, serão anexados no PP em referencia; 3- Caberá o Cadastramento de expositores e lista de presença juntamente com a Associação de Moradores do bairro de Meaípe – Meio Ambiente, na pessoa de JULIO BARRETO, onde poderão os interessados fazer inscrição, devendo ser qualificado regularmente para esse fim, na Pousada Vista Bela, bairro Meaípe, Guarapari, ES, email: pousadavistabela@gmail.com ou na própria pousada até setenta e duas horas antes do acontecimento da audiência publica; sendo que a inscrição será confirmada por email; a- A mera presença ao evento, como ouvinte, não dependerá de prévia inscrição b- As exposições e manifestações dos interessados serão escritas, e, na impossibilidade justificada, de o expositor ou manifestante não puder fazê-lo, será escrita por terceira pessoa e lida em voz alta para o interessado; c- O tempo para a manifestação/exposição não será desrazoável - As demais pendências serão resolvidas pela Promotora de Justiça signatária, que poderá tomar outras medidas no curso da reunião 4. Agenda do encontro: - Abertura dos trabalhos e o Ministério Público do Meio Ambiente de Guarapari; - Apresentação das questões a serem examinadas no encontro para audiência; pronunciamento da Promotora de Justiça e titular do Meio Ambiente de Guarapari- 6ª. PCGU, Dra. ELIZABETH DE PAULA SEELE, no sentido de que se tratava de encontro prévio para instruir procedimentos administrativos que estão em curso na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Guarapari e cujo escopo é o meio ambiente em geral, com estudo prévio do impacto ambiental local no Município de Guarapari em face das empresas SAMARCO MINERAÇÃO S/A, PETROBRÁS S/A, VALE/CSU, que já se encontram e buscam instalar outros de seus empreendimentos no Município de Anchieta, vizinho e diviso do Municipio de Guarapari, bem como o processo de licenciamento ambiental que não contemplou o Município de Guarapari em relação aos impactos que vem sofrendo com os empreendimentos de vizinhança; alertou o Ministério Público que a reunião tem o cunho estritamente técnico e para oitiva da população guarapariense- entendida como os residentes ou não no município, devendo ser obedecida a ordem de inscrição para colocação das questões sobre os impactos ambientais, e também o tempo de fala dos inscritos; o Ministério Público exaltou a Constituição Federal e o papel que o parquet ocupa na sociedade brasileira, sua missão Institucional e o Principio da Autonomia e Independência funcional que permitem a investigação e tomada de providencias, pena de omissão, investigação de cunho civil e criminal com fundamento na dos Crimes Ambientais -Lei 9605/98- que prevê até suspensão/interdição de atividades das empresas poluidoras e expressivo valor pecuniário a titulo de multa, que norteiam tão grandiosa instituição democrática e de direito; a doutora Promotora de Justiça salientou a importância da participação da Secretaria de Meio Ambiente do Município de Guarapari; foi dada a palavra e conclamada a fala do Senhor Secretário de Meio Ambiente do Município de Guarapari Ilustríssimo Doutor José Jacinto Baldotto que deixou consignado estar atento ao desenvolvimento de todo e qualquer acontecimento que envolva o Município de Guarapari em relação ao meio ambiente e dentre eles se insere a área vizinha e objeto desse encontro; - Manifestação dos representantes das Associações presentes sendo colocado pela Ilustríssima Senhora Adriana- Associação de Hotéis e Turismo Guarapari (AHTG) e pela Federação Associações de Moradores e Andréia- dos Movimentos Populares de Guarapari (FAMOMPOG) a Pauta do encontro abrangeu assuntos sobre: Saneamento Básico; Água; Turismo; Saúde; Tributação; Contratação de Planejamento Estratégico; Termo de Ajuste e Conduta; Educação Social; Meio Ambiente.entre outros que se fizerem necessário. A Senhora Adriana Marques - Prestadora de Serviços na área do Turismo - abriu o Encontro, convidando para compor a Mesa Dra. Elizabeth de Paula Steele, Promotora de Justiça e Titular do Meio Ambiente do Estado do Espírito Santo da Comarca de Guarapari/ES. A Sra. Andréia Gante, Presidente da FAMOMPOG e Sr José Jacinto Baldoto, Secretário de Meio Ambiente do Município de Guarapari. Dando seqüência a este Encontro, depois de ser composta a Mesa, a Sra. Adriana Marques convidou a Dra Elizabeth de Paula Steele para presidir a Mesa, tendo a Dra Elizabeth convidado para secretariar os trabalhos a Dr.ª Rita Padovan. A Presidente da Mesa leu a Convocação do Encontro da Audiência Pública. Em seguida, recebeu das mãos do Sr. José Nilton Jesus Oliveira, Presidente da Associação de Amigos do Bairro Bela Vista, uma lista com mais de 300 assinaturas por ele colhidas, e também da Sra. Maristela Azevedo Leal, Coordenadora da Pastoral do Menor e da Pastoral Carcerária outra lista com mais de 300 assinaturas por ela colhidas, solicitando que as mesmas constassem no Processo instaurado para que se possa cumprir a 4ª (quarta) condicionante da Samarco Mineradora S/A. Assim, a Presidente da Mesa manifestou-se quanto ao direito que todos terão que todos, guardado o devido limite de tempo para se pronunciarem, cada qual com seu assunto sobre o meio ambiente, de forma que pudesse ser formada uma Opinião Pública resultante deste Encontro. Disse ainda, que ao término deste encontro será lavrada uma ATA, que será encaminha para o Ministério Público dês ta Cidade de Guarapari. Este movimento nasceu da Sociedade Civil Organizada juntamente com Ministério Público. No Processo será colocada a documentação que diz respeito à Carta do Meio Ambiente de Guarapari/ES. Este processo é um Inquérito Civil. O que é um Inquérito? É para investigar qual a proporção do envolvimento do Pólo Industrial que cobre as todas as empresas situadas em Ubú, Município de Anchieta/ES . Os investimentos da Companhia Siderúrgica de Ubú – CSU, Samarco Mineração S/A , Vale do Rio Doce, Petrobrás que estão praticamente anexadas, isto é , envolvidas diretamente com o Município de Guarapari/ES e que têm que aplicar efetivamente partes dos tributos adotados no Brasil pela Constituição Federal. O que é aplicar em Guarapari? Porque nós aqui poderemos ou deveremos receber alguma coisa? Porque percebemos que já esta insurgindo algumas coisas? Porque Guarapari nos estudos de um Instituto Público do Estado do Espírito Santo foi chamado de Área Diretamente Afetada (ADA). Todos os impactos Ambientais, todos os danos do meio ambiente do Município de Anchieta/ES vão refletir diretamente no Município de Guarapari/ES. Continuando, Guarapari tem cerca de cento e dezoito mil habitantes, e a previsão é a de que se duplique ou triplique ao longo do tempo em que estejam sendo feitos investimentos de base. Os que começam aqui pequenos na base estão contratando dez mil pessoas hoje e vão aumentando até alcançarem maior número de empregados, sendo este número, no momento, ignorado por nós. No Município de Guarapari que já está recebendo esta mão-de-obra que não será mais necessária, por quanto as empresas empregadoras não necessitaram desta mesma mão de obra, razão pela qual, por lógica, os trabalhadores perderão necessariamente seus empregos. O que acontecerá é que este mesmo trabalhadores desempregados , por situações ou condições poderão permanecer em Guarapari e isto é o que está causando uma nítida preocupação quanto ao impacto ambiental e social, em função da falta de estrutura, que não suporta ou suportará as conseqüências desse impacto. O problema do impacto ainda poderá causar sérias conseqüências para a cidade de Anchieta/ES, onde não existe condomínio próprio para estas pessoas que vêem para o Município de Guarapari, e não tendo este trabalhadores mão de obra qualificada , agravando ainda o fato de que nosso município não pode ter indústrias poluentes, resultando para este contingente a formação de grande bolsões de pobreza (e no bojo deste bolsões estão diretamente incluídos a falta de segurança a falta de poder aquisitivo para habitação e educação, uma saúde precária sem saneamento básico algum e a presença grande da falta de assistência social aos cidadãos). A Presidente da Mesa passou a palavra ao Secretário Municipal de Meio Ambiente, Doutor José Jacinto Baldotto que começou seu pronunciamento: que temos acompanhado este processo de licenciamento através da Prefeitura daqui passim teremos que ter maneira de conduzir esta situação aqui em Guarapari, Iconha, Piúma, e Alfredo Chaves. Hoje a companhia Siderúrgica de Ubú é considerada o maior investimento do País. O Governo Federal induziu que a companhia Vale do Rio Doce também fizesse a manufaturação do aço, e muito bom para a economia do País, mas também tem que ser bom para a qualidade de vida da população local e seu entorno. A preocupação das empresas, Ministério Público do Estado do Espírito Santo Estadual e da população. Adiantar das conversas que os grupos de trabalho, os relacionados com o ar e da água já estão bem adiantados isto e quase prontos. Também vão se concretizar um consórcio nos municípios do entorno. Receber os recursos relativos à implantação de recursos Fundos Federais, Estaduais para a aplicação na região. Mas a água e a ar estão e recursos naturais, mas adiantados no estudo. Verificamos se os anseios estão atingidos o legislativo e executivo acelerar as discussões junto com o a Sociedade Civil Organizada. O Ministério Publico Estadual, Presidente da Mesa continuou o Encontro, fazendo questão de consignar que este seria para Sociedade Civil Organizada e a única Pasta do Município que foi convidada foi a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a qual possui poder de licenciar nos termos do artigo 23, inciso VI da Constituição Federal, Secretário Municipal do Meio Ambiente, que está compondo a Mesa, Sr. José Jacinto Baldoto. A Dra Elizabeth continuando o Encontro disse que será lavrada no final uma CARTA–ATA lavrada e que se chamará “CARTA DO MEIO AMBIENTE DE GUARAPARI/ES”. Abrirei este Encontro para que todos possam fazer as perguntas que quiserem e que serão respondidas. Podem se escrever aqui na Mesa agora. A Sra. Adriana Marques agradece a presença de todos e a participação do Ministério Público Estadual do Meio Ambiente da Comarca de Guarapari a Dra. Elizabeth e objetiva estudos no processo do licenciamento ambiental onde o Município de Guarapari não foi contemplado e nem realizado o estudo prévio de impacto ambiental, local. Nosso encontro preparatório tem o objetivo, ainda, trazer questionamentos para audiência publica e também para propor um Termo de Ajuste de Conduta e termo de compromisso ambiental, em razão dos impactos ambientais, para que os licenciamentos possam continuar não trazendo prejuízo as empresas, mas resguardando a sociedade civil guarapariense dos impactos deles recebidos, mantendo posição de que temos de ter respaldo jurídico para que todos os impactos possam ser analisados com a devida atenção no tempo necessário e que todos os envolvidos: seja o Poder Público ou empresas respondam diante da Sociedade civil Organizada, do Ministério Publico Estadual da Comarca de Guarapari e Ministério Público Federal de suas responsabilidades. Nosso encontro também marca a necessidade que todas as consultas públicas e audiências feitas no Município de Anchieta sejam feita em Guarapari com o entorno de Alfredo Chaves, Piúma, e Iconha. Sra. Adriana marques continuando convidou o Sr Diego Moraes - participante do Grupo de Música da Pastoral do Menor de Guarapari/ES - que tocou e cantou a música .... e no final fez a seguinte pergunta – A usina vai usar dois milhões de litros de água por hora, do Rio Benevente, segundo dados do folheto de noticias da própria usina. Como ficará o abastecimento de água em Guarapari, já que normalmente no período de verão, a população fica sem água para beber? Logo depois foi dada palavra para a Sra. RITA PADOVAN – Cirurgiã Dentista, sanitarista e gestora de cidades membro da associação de moradores do centro da cidade - AMOCENTRO_: IMPACTOS AMBIENTAIS O homem tem transformado profundamente a natureza, destruindo espécies animais e vegetais, desviando cursos de rios, cortando montanhas, drenando pântanos e amontoando toneladas de detritos no ar, na água e no solo. A saúde e o bem-estar do homem estão diretamente relacionados com a qualidade do meio ambiente, isto é, com suas condições físicas, químicas e biológicas. A poluição a deterioração das condições ambientais, que pode alcançar o ar, a água e o solo. Impacto ambiental deve ser entendido como um desequilíbrio provocado por um choque, um "trauma ecológico", resultante da ação do homem sobre o meio ambiente. Mas devemos dar cada vez mais atenção aos impactos causados pela ação do homem. Quando dizemos que o homem causa os desequilíbrios, obviamente estamos falando do sistema produtivo construído pela humanidade ao longo de sua história. Estamos falando particularmente do capitalismo. Podemos diferenciar os impactos ambientais em escala local, regional e global. Podemos também separá-los naqueles ocorridos em um ecossistema natural, em um ecossistema agrícola ou em um sistema urbano, embora um impacto, à primeira vista ocorrido em escala local, possa Ter também conseqüências em escala global. mas a emissão de gás carbônico como resultado da combustão das árvores vai colaborar para o aumento da concentração desse gás na atmosfera, agravando o "efeito estufa". Muitas siderúrgicas, indústrias e fábricas lançam para o ar, através de suas chaminés,uma variedade de substâncias tóxicas (poluentes químicos) prejudiciais às plantas e animais, como o dióxido de enxofre (SO2). Num ar úmido, este gás forma com a água um ácido. Quando respirado, ataca o nariz e
os pulmões. As plantas reagem mais intensamente que o homem. O dióxido de enxofre prejudica principalmente a fotossíntese, por destruir a clorofila.
Outras indústrias e fábricas lançam nos rios os poluentes químicos, provocando a morte de peixes. Esses rios tornam-se impróprios para a pesca e recreação. Só bactérias que eliminam gases malcheirosos conseguem aí sobreviver. As principais conseqüências ambientais da Siderurgias estão associadas com o uso inadequado de água e a degradação de plantação local ou em seu entorno. . Adicionalmente, deve-se mencionar a poluição hídrica através de uma triplicação de lixo e falta de saneamento básico, as condições habitacionais. PARA O HOMEM - SAÚDE: A chuva ácida libera metais tóxicos que estavam no solo. Esses metais podem alcançar rios e serem utilizados pelo homem causando sérios problemas de saúde. PRÉDIOS, CASAS, ARQUITETURA: a chuva ácida também ajuda a corroer os materiais usados nas construções como casas, edifícios e arquitetura, destruindo represas, turbinas hidrelétricas, etc. PREJUÍZOS PARA O MEIO AMBIENTE LAGOS: os lagos podem ser os mais prejudicados com o efeito da chuva ácida, pois podem ficar totalmente acidificados, perdendo toda a sua vida. Desmatamentos dos manguezais: a chuva ácida faz clareiras, matando duas ou três árvores. Imagine os nossos manguezais e nosso Parque de Preservação Ambiental Paulo Cesar Vinha uma floresta com muitas árvores utilizando mutuamente, agora duas árvores são atingidas pela chuva ácida e morrem algum tempo após muitas plantas que se utilizavam da sombra destas árvores morrem e assim vai indo até formar uma clareira. Essas reações podem destruir florestas. AGRICULTURA: a chuva ácida afeta as plantações quase do mesmo jeito que das florestas, só que é destruída mais rápido já que as plantas são do mesmo tamanho, tendo assim mais áreas atingidas.Pergunta: após o Sistema Único de Saúde não ter um Hospital Regional que atenda a demanda em saúde no município de Guarapari e em seu entorno quem é que vai bancar um hospital para esta região , reivindicando um Hospital de ponta para o Município de Guarapari e duas Unidades de saúde para crianças( e neonatal), considerando que nossa saúde será afetada em progressão geométrica e que também atinge a população com um crescimento sem parâmetro, conseqüentemente nos trazendo um alto índice de riscos à integridade física e mental dos homes e de gravidez na adolescência, com alto nível de prostituição infanto juvenil e de doenças sexualmente transmissíveis? SR. JULIO CESAR GOMES BARRETO – Comerciante e Membro da Associação Moradores de Meaipe Exposição e questionamentos ao Encontro para Audiência Pública dos Empreendimentos da SAMARCO/CSU/PETROBRÀS/VALE-CSU: O apóstolo Paulo em sua Carta aos Romanos, diz: Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o projeto Dele (Romanos 08h28min) 1ª pergunta: Na formatação em que estão os projetos das poluidoras na região de Guarapari e Anchieta, com seus licenciamentos ambientais, em tese, totalmente inconsistentes ( EIA/RIMA, ausência de EIV, etc) , na minha visão, não concorrem para o bem dos que amam a Deus, sendo assim, o MPE-ES pode pedir a anulação dos licenciamentos ambientais como também dar por impedido o IEMA para concessão de futura licença, justificada, em tese, de que o Instituto é parte interessada na aprovação da implantação das poluidoras em questão ? segue anexo Parte do discurso proferido pelo Cacique Seatle, em resposta ao Presidente dos Estados Unidos, que havia proposto uma troca de grande área de terra dos índios, no Oeste americano, pela criação de uma reserva.: Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Não conseguimos compreender esta idéia. Se o frescor do ar e a limpidez brilhante da água não nos pertencem, como podemos vende-los ? Cada pedaço desta terra é sagrado para nossa gente. Cada ponta brilhante de um pinheiro, toda praia de areia, cada névoa nos bosques ao escurecer, cada lugar claro, sem árvores no meio da floresta, e cada inseto zumbindo são sagrados na memória de nossa gente. O córrego, que procura seu caminho entre as árvores, carrega consigo lembranças de nossos antepassados ... Os rios são nossos irmãos e matam nossa sede. Se vendermos nossa terra ao homem branco, este vai ter de ensinar aos seus filhos que os rios são nossos irmãos. E o homem branco vai ter de dedicar aos rios a mesma bondade que dedicaria a qualquer irmão ... O homem branco deve ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, deve ensinar a seus filhos que a terra foi enriquecida com a vida de nosso antepassados, que ela é a nossa mãe, pergunta : È realidade hoje, de que a SAMARCO se apropriou de um braço da Lagoa de Maembá como parte de seu processo industrial e que agora quer se apropriar do já combalido rio Benevente, subtraindo-lhe a pouca água que lhe resta para o processo industrial da CSU . Se é notório que a região não possui recursos hídricos para a possível instalação de mais poluidoras, qual é a ótica e postura do MP e o da Justiça ?; pergunta; Uma CPI das poluidoras em 1997 da AL-ES teria concluído que a SAMARCO é a empresa mais poluidora do ES. O atual passivo ambiental da poluidora lhe credencia a solicitar ampliação ? 4ª pergunta: Os municípios de Anchieta e Guarapari são naturalmente voltados para o turismo, inclusive 95 % de sua população vivem essa realidade. As poluidoras irão mudar paradigmamente a vida das pessoas e dessas cidades, neste caso a população não teria que ser consultada através de um plebiscito como manda o Estatuto das Cidades ? a seguir a palavra passou para a SRA. MARISTELA AZEVEDO LEAL – Pedagoga, coordenadora da Educação para Jovem e Adultos da Escola e pós graduada em Gestão do Educação para Jovem e Adultos - Coordenadora da Pastoral do Menor e da Pastoral da Carcerária da Igreja Católica de Guarapari/ES – o Estatuto da Criança e do Adolescente nos fala que a criança e adolescente é prioridade absoluta.diante da Lei, quais os empreendimentos que vão favorecer a prevenção e proteção a criança e o adolescente , na área da habitação , saúde escola, esporte,alimentação , cultura acesso ao programa de primeiro emprego , a ao tratamento a criança e ao adolescentes usuários de drogas, tendo em vista que a população de Guarapari vai crescer três ou quatro vezes mais? Esses empreendimentos vão encher os cofres do fundo da criança e do adolescente ou a própria usina vai realizar diretamente os investimentos? Reinvidica estabelecimentos e suas manutenções, para crianças e adolescentes em situação de risco, um estabelecimento para abrigamento de adolescentes em situação de possível ato infracional equipado com assistentes sociais, pedagogos, psicólogos, projetos de reinserção social, bem como casa de recuperação para adolescentes-dependentes de substâncias químicas, sendo todos proporcionais ao numero projetado de crescimento e inchaço de Guarapari; A seguir se manifestou a Federação de Movimentos Populares de Guarapari ANDRÉIA GANTE - Pedagoga – Presidente da Federação das Associações de Moradores e Movimento Populares de Guarapari. A situação da Bolsa Família de Guarapari hoje está recebendo por dia cerca de dez a quinze pessoas pedindo a transferência de suas bolsas porque estão vindos de outros municípios para se estabelecerem aqui. Como conseqüência disto no SINI tem mais de duas mil pessoas escritas esperando por vagas de emprego e estão atendendo diariamente em torno de cento e cinqüenta a duzentas pessoas por dia para se cadastrarem. O Conselho Tutelar de Guarapari não consegue detectar ainda hoje quantos é o caso de que hoje atende mais de 10 casos por de prostituição infantil por mês, fora os casos que não são denunciados. A federação solicita um termo de compromisso entre as empresas e o setor municipal e estadual para restabelecer o bem estar social do povo de Guarapari; a seguir a Presidente das Associações dos Hotéis de Guarapari e membro da Associação de moradores de Nova Guarapari . ADRIANA MARQUES, comerciante, Presidente da AHGT,assim se manifestou: A Excelentíssima Promotora de Meio Ambiente Dra. Elizabeth Paula Steele recebe, nesse ato, documento entregue no encontro de Audiência Pública pela Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari, requer um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre MPE, MPF, IEMA, IBAMA, Empresas, Governos Federal, Estadual e Municipal, e os representantes das entidades que deram origem ao documento de suspensão Recomendatória dos Licenciamentos. Nesse TAC, firma-se o compromisso da criação imediata de um fundo de Hum milhão de reais (R$1.000.000,00) pelas empresas CSU, SAMARCO e PETROBRAS, para pagamento de um projeto de planejamento estratégico 2010-2050, a ser contratado pela sociedade civil representada por suas entidades, aonde serão definidas políticas nas áreas de planejamento urbano, educacional, saúde, segurança, turismo, migração, água, esgoto etc. Esse fundo também deverá ser usado para contratação de uma auditoria nos estudos apresentados pelas empresas que se julgue necessário por um dos signatários do mesmo TAC. A suspensão da medida recomendatória deverá ser feita somente com esse compromisso, visto que a CSU continuou fazendo suas consultas públicas, embora o Ministério Publico Estadual tenha notificado as empresas integrantes do Pólo de Ubu, desrespeitando a RECOMENDAÇÃO OFICIAL DO MP/ES do meio ambiente de Guarapari, datada de 16 de junho de 2010 e extraída do procedimento 015/2010 de 16 de junho de 2010, inclusive acordadas que o poder Público em todas as esferas e as empresas respeite e acate em comum acordo com os demais signatários em tempo definidos pelo planejamento tudo que for determinado como de responsabilidade de cada setor, o não cumprimento poderá acarretar em multas, e até suspensão dos licenciamentos. Baseamo-nos no Estatuto da cidade que nos concede o direito de planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social; visto que somos área de impacto direto de todo esses empreendimentos que irão afetar de forma irreversível a configuração territorial, social , estrutural e econômica de nosso Município. A seguir foi dada palavra para GERALDO BARCELOS – comerciante e membro da associação de hotéis e turismo de Guarapari – parabenizou a Dr. Elizabeth da firmeza da colocação que o Ministério Público estadual do meio ambiente da forma que esta conduzindo o trabalho e com que esta conduzindo que é com a sociedade civil. A vida começa com a água. Inserção nos estudos tem ser extinta para que nossos filhos e netos tenham qualidade de vida. Dra. Elizabeth respondeu que se não tivesse atuando, ela estaria prevaricando ( praticando crime de prevaricação, considerando que o Ministério é Publico, cujo o dever de agir é legal, Institucional e fundamentado na Constituição Federal. A seguir com a palavra o Presidente da Associação Ecológica Força Verde- Sr. CELSO MAIOLI –Membro Do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Guarapari/ES. Guarapari (ES), 24 de julho de 2010 . Exma. Sra. Dra. Elizabeth Paula Steele MD Promotora de Justiça do Meio Ambiente. Senhora Promotora, O COMPLEXO SIDERÚRGICO E O SISTEMA VIÁRIO DE GUARAPARI E ANCHIETA - Solicitamos acatar nossa contribuição para os debates no “Encontro para Audiência Pública”, que se realizará em nossa cidade no dia 24.07.2010. Estamos diante de problemas sérios com relação ao sistema viário (estradas, pontes, etc.) de Guarapari e Anchieta, inimagináveis há poucos anos atrás. O volume do tráfego pesado aumentou consideravelmente nos dois municípios, provocando o desgaste das vias asfaltadas e a degradação das vias sem capeamento. Com o esperado aumento do complexo siderúrgico, que exigirá grandes movimentações de cargas pesadas e veículos leves, os riscos dessas estradas, já perturbadores, aumentarão consideravelmente. As vias existentes não foram programadas para tal movimento. Trata-se de estradas estreitas, com capeamento fino, a maioria apenas aproveitamento de antigas estradas carroçáveis, onde as técnicas mais modernas não foram atendidas. A malha urbana (ruas e avenidas) das cidades de Anchieta e Guarapari já sente os efeitos desses empreendimentos. O Governo Estadual está bastante empenhado na realização dessa planta industrial, mas não apresenta os projetos para viabilização de tudo que será necessário e vital para a perfeita harmonia entre os interesses empresariais e os da população do entorno. Entorno ai entendido como pelo menos 30 quilômetros em volta do empreendimento. É questionamento da população e aguardamos respostas claras às seguintes questões: QUE PROVIDÊNCIAS ESTÃO SENDO TOMADAS PARA A MODERNIZAÇÃO E SOLIDEZ DESSAS ESTRADAS? QUAIS OS CAMINHOS ALTERNATIVOS PARA O FLUXO DE VEÍCULOS LEVES E PESADOS? A QUEM SERÃO ATRIBUÍDAS ESSAS PROVIDÊNCIAS E SEUS CUSTOS? O QUE ESTÁ SENDO PROVIDENCIADO NESTE EXATO MOMENTO? A mídia nos comunica, à exaustão, as reclamações das populações de Vila Velha e Vitória quanto à qualidade do ar, principalmente quando se trata da poluição visível (poeira escura), ardência nos olhos e processos alérgicos, vindos do complexo siderúrgico de Tubarão. Em 2009, criou-se grande expectativa quanto à instalação de “Wind Fence”, grandes telas colocadas em volta dos depósitos de minério, mas a decepção foi o que resultou de todo esse esforço e gastos vultosos. Informações vindas de Vila Velha e Vitória reafirmam a inutilidade dessa medida. Enquanto espera solução para o problema, a população vai respirando essas partículas , que se vão depositando nas superfícies, bastando passar a mão num móvel para sujá-la desse pó escuro, e os gases que invadem os pulmões. O complexo siderúrgico que está sendo instalado no município de Anchieta, agora ampliado com a chegada da CSU, vai afetar-nos diretamente? Essa poluição do ar chegará aos nossos pulmões? Sofreremos com doenças alérgicas e afecções pulmonares? Diante disso, julgamos direito dos cidadãos obter dados técnicos confiáveis em resposta às seguintes questões: -O complexo siderúrgico e a qualidade do ar... Fl.2 -QUAIS OS COMPONENTES QUÍMICOS QUE ESTARÃO EM SUSPENSÃO? -QUAL O PERCENTUAL DE AUMENTO DESSA POLUIÇÃO COM A CSU? -QUANDO DESSA POEIRA CHEGARÁ A GUARAPARI COM OS VENTOS VINDOS DO SUL? -QUE TIPO DE CONTROLE A CSU EXERCERÁ PARA IMPEDIR/MINIMIZAR ESSE PROBLEMA? - HAVERÁ UMA ATENÇÃO ESPECIAL QUANTO A TRATAMENTO DE SAÚDE, POR EXEMPLO, CONSTRUÇÃO DE HOSPITAL REGIONAL VOLTADO PARA O ATENDIMENTO ÀS AFECÇÕES PULMONARES E ALÉRGICAS? Esperamos obter, também, informações sobre o comportamento dos ventos na região, em mapa bastante claro e em linguagem acessível à população em geral. É esta a nossa contribuição para os debates. Atenciosamente ASSOCIAÇÃO ECOLÓGICA FORÇA VERDE. Celso Maioli Júnior. Presidente. A seguir com a palavra JOSE AMARAL, Historiador :A Constituição Federal concede a todos os brasileiros o direito de ir e vir. Diante da falta de emprego, de casa e de alimentação as pessoas saem em busca de sobrevivência. Com o passar do tempo, andando pelas ruas, sem cursos e mão de obra qualificada, e com o consumo de álcool, entre outros entorpecentes, perdem até a dignidade humana. Qual vai ser a política de atendimento a população de rua? Quantos abrigos serão constituídos para atender os moradores de rua, já que no município um numero significativo e para os que virão fazer parte desse grupo?; a seguir se manifestou a Sra. CHRISTINA THERESA HASSEM SANTOS BARROS – engenheira agrônoma – IDARF- Vice Presidente da Associação de Moradores do Centro Da Cidade – AMOCENTRO - membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente - cumprimenta a Mesa na pessoa da Dra Elizabeth Parabenizo a Dra Elizabeth do ministério público pelo trabalho como promotora do meio ambiente. Qual é a vocação do município de Guarapari? É notório A ausência de estudos de impacto na vizinhança causado pelo complexo de Siderurgia já é uma realidade? Não vejo a mobilização da sociedade civil organizada. Todos os dias alguém quer laudo ambiental, não somos contra o empreendimento, mas precisamos ter precauções. Recursos para o município, investir em escolas de tempo integral com oficinas de teatro, dança e outros. Ocupar o Maximo nossas crianças com atividades que poderão ser obrigadas na geração de renda. Construção de vilas olímpicas para pratica de esportes visando descobrir atletas e darmos oportunidade de verdadeiros talentos que estão no anonimato. Recursos para o Município de Guarapari construir um local de eventos; a seguir se manifestou o Sr. MARCO AZEVEDO - Comerciante – Membro Da Associação De Hotéis De Guarapari - não temos opção de queremos ou não a Companhia Siderúrgica de Ubú, mas pior ainda se nos não cobramos um as políticas dos meio rico ou pobre dos meios e a disputa deste processo atropelar o processo e ser razoável. Os impostos tributação não são para Guarapari. Só para Anchieta e o ISS , nada se tem aqui tudo esta em Anchieta mas a pobreza esta aqui ninguém sabe quantos a habitantes tem aqui. Anchieta e rica e Guarapari e pobre vocês sabiam que o mesmo CGC do município de Anchieta e em Guarapari num reflorestamento também cobre parte de Guarapari já que eles têm comprado todo o Município de Itapemirim. Quem vai pagar pelas ruas e pavimentação saneamento básico. Não podemos acreditar a cidade de Guarapari que vai faltar água para o turismo e superlotação a capacidade Santa Monica e Setiba não tem infraestrutura.as praias Riacho e Meaipe não vamos atender nosso turismo!. Saúde areia monazítica como pólo turístico. A seguir se manifestou a Sra. MARINA VANNIER LANE – Bióloga – Professora Da Universidade Federal – cadeira - Botânica. Os problemas ambientais vêm se tornando uma temática obrigatória no cotidiano das cidades. Assim sendo, as áreas verdes tornaram-se os principais ícones de defesa do meio ambiente pela sua degradação, e pelo exíguo espaço que lhes é destinado nos centros urbanos. Mas os cinturões verdes ou anéis verdes na área urbana que traz inúmeras vantagens como minimizam os impactos decorrentes da industrialização fazendo uma melhor filtração do ar . A função estética está pautada, principalmente, no papel de integração entre os espaços construídos e os destinados à circulação. A função social está diretamente relacionada à oferta de espaços para o lazer da população. Os anéis verdes desempenham um papel importante no mosaico urbano, porque constituem um filtro de ar para poder minimizar o gás carbono proporcionam a melhoria da qualidade de vida. Qual é o projeto do complexo da Companhia Siderúrgica de Ubú incluindo áreas verdes ou anéis verdes nas cidades ou municípios do entorno para melhoria do ar? A seguir com a palavra o Sr. AILTON BAIANO - engenheiro agrônomo IDAF: - precisamos de uma segunda audiência publica para tratar mais ainda de Guarapari, de tantos problemas sociais, moradia, escola água e outros. Para o meio ambiente para a SAMARCO meio ambiente integral ambiente homogêneo ambiente integral mais só a companhia siderúrgica de ubu mais Samarco mais Petrobras e o pré sal cadeia de hidrocarboneto elas podem desintegrar suas toxinas. Quando nos tivermos tirado o petróleo as lacunas dentro de bases não solidas e arenosas na hora que mais esvaziar o fundo do mar vai abrir vai abrir uma lacuna enorme e com peso vai escorregar. Deus não manda castigo e o próprio homem que cava seu buraco danificaram o mar dos capixabas que o peso das construções civil vai abrir brechas no fundo do mar. os responsáveis por isto não e somente a Companhia siderúrgica de Ubu mas também a Petrobras junto com a Samarco, sendo que a SAMARCO já possui três usinas de pelotização, onde estão os impactos ambientais em Guarapari, dessas três usinas anteriores?; a seguir foi dada palavra para a Presidente da URGE, Membro da Associação de Moradores da Praia de Santa Monica, Advogada militante, Doutora MARIA MADALENA TAVARES DE OLIVEIRA –:Os municípios de Guarapari, Anchieta e Piúma tem os lençóis freáticos muito superficiais, temos muitas lagoas. As águas subterrâneas, no seu estado natural, estão relativamente livres de contaminação. É por isso que são utilizadas na alimentação. A poluição das águas subterrâneas é especialmente insidiosa porque não é visível. Os municípios, no fornecimento de água às populações, não têm o cuidado de testar a sua qualidade rotineiramente. É sempre fonte de preocupação qualquer alteração que se encontre na água. Em muitos casos, a contaminação por poluentes de um aqüífero cuja água é utilizada na alimentação é muito lenta, pois o seu trajeto é feito através do solo e de rochas permeáveis - não se desloca livremente. Por vezes é significativo o espaço de tempo que decorre entre a introdução do poluente num aqüífero e a sua presença na água que se bebe, mas em terrenos muito permeáveis a contaminação da água pode ocorrer muito rapidamente. A poluição das águas subterrâneas, muitas vezes, só aparece depois de a indústria ou outra atividade por ela responsável ter cessado a sua laboração há muitos anos. Por exemplo, produtos químicos armazenados ou derramados no solo podem demorar anos a atingir um aqüífero. Depois de ser atingido o aqüífero, a área contaminada tende a ser alargada e a fonte fica inutilizada. Este é o problema que pode ser causado por lixeiras localizadas em aterros não impermeabilizados ou por substâncias tóxicas derramadas imprevidentemente nos solos. Pergunta Quais os cuidados que estão tendo nesta região? Quais os estudos que estão sendo feito em relação ao lixo e a água para não contaminar um aqüífero a da superfície? A seguir foi dada palavra para membro do Conselho do Meio Ambiente,Jornalista, Professor da UFES, Membro da Força Verde, Sr. RICARDO ROSETTI CONDE- - agradeceu o ministério publico de participar e relatou que pertence a forca verde e disse que é o momento de se fazer os licenciamentos ambientais, e fazer cumprir o que esta determinado por lei. Quando chega a hora de fazer as defesas deste licenciamentos. eu estava como vereador ,não tinha conhecimento profundo e as pessoas do lado da sociedade também sem conhecimento de meio ambiente e não tem dinheiro para pagar técnicos e do lado da empresas ele s trazem técnicos e doutores altamente capacitados. Alguém como a promotora de justiça do meio ambiente de Guarapari colocou o pé na porta e o IEMA, IBAMA dentre outros terá que cumprir o protocolo da lei e muito mais como qualidade de vida para a sociedade num todo.No conselho de meio ambiente não temos técnicos para nos orientar. Não temos estudo da agenda 21( vinte e hum )que tem alto custo, estamos muito atrasados . Agora é hora para o desenvolvimento nos pagar com qualidade de vida. Parabéns doutora Elizabeth a sociedade já esta se preparando a sociedade; a seguir com a palavra a integrante da Pastoral do Menor, Sra.ROSAGELA MEDEIROS COSTA- eu sou o que sou e mandou Moises libertar o povo egípcio e que era para preparar o povo judeu. Ele era gago. Dr. Elizabeth Deus lhe deu o dom da palavra e da escrita para resguardar contra a poluição. Qual vão ser as políticas de atendimento a criança e o adolescente já que existe um município um numero insuficiente de trabalho social em relação a criança de rua com esta os empregados da Samarco que vem de outro estado com família e deixa –os para trás?.Reinvidica, no mínimo, abrigos e casas de famílias substitutas a serem criadas e mantidas com esses projetos; a seguir JORGE SANTORIO- comunicador social membro do conselho de alimentação escolar do município de guarapari vice presidente da urge- ouvi atentamente sobre tudo que falaram de um futuro dos peões da obras de base das indústrias que o nosso município é dormitório de peões. Os bolsões de pobreza e miserabilidade que nós conhecemos teremos problemas com a educação, saúde, segurança e na área de alimentação, enfim se instalaram aqui graves problemas de estruturação e que nem daqui cinco anos teremos resolvidos deixado pelos peões. Quantas gravidez de adolescente e prostituição de adolescentes teremos e quantas crianças famintas teremos? Necessidade de projetos sociais urgentes face ao que ocorrera com Guarapari; a seguir por Meaipe e por si, o Sr. Manuel Duarte... falou de sua vida política desde a implantação da Samarco e disse que fará um projeto sobre a saúde e protocolará .A seguir o Sr. PAULO MAIA, pesquisador em oceanografia, autodidata, cidadão guarapariense: tenho a dizer da rota da baleia Jubarte que passa por aqui para procriar nas águas mais quentes, as andorinhas que vem aqui do hemisfério sul na época gelada também para procriação ,qual será o impacto para estes animais? entre outros como os peixes da região das três ilhas? mais os navios que perde óleo e que o IEMA disse que teriam que ser navios limpos para não ter contaminação nesta área . Será que estão cumprindo este protocolo? Nada mais tendo a tratar, a Senhora Presidente da Mesa, Dra Elizabeth de Paula Steele deu por encerrado o presente Encontro, determinando , o apensamento dos abaixo-assinados para integrarem a presente bem como os questionamentos constantes dos emails de inscrição, da qual eu, Rita Padovan, lavrei a presente Ata, que será extraída a “PRIMEIRA CARTA AMBIENTAL DE GUARAPARI” à qual se dará ampla publicidade, geral e irrestrita considerando interesse comum do povo de guarapari e direitos coletivos e difusos que transcendem o território e as barreiras brasileira.




ATA de ENCONTRO PREPARATORIO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA


Aos 24 (vinte quatro) de julho de 2010 (dois mil e dez), às 14h00min (quatorze horas), no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora da Conceição situado à Rua Davinos Mattos s/nº, Centro - Guarapari/ES foi realizado o Encontro preparatório para Audiência Pública, na qual estavam presentes todos que assinaram a Lista de Presença, rubricada FAMOMPOG através de sua Presidente Andrea Gante e pela AHTG Sra. Adriana Marques, conforme pode ser visto por todas as folhas, bem como demais Associações de bairros e interessados, momento em que foi juntado dois abaixo assinados com cerca de 600 ( seiscentas) assinaturas e identificação do signatário através de seu CPF e CI, passando ambos os referidos documentos a integrar essa Ata. O Encontro para esta Audiência Pública ocorreu através da seguinte Convocação: CONVOCAÇÃO de ENCONTRO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA. No dia 24.07.2010- 14 horas na Paróquia Nossa Senhora Conceição-Centro Guarapari. ASSUNTO - Atividades possivelmente poluidoras no Município Vizinho, sem Estudos de impactos para o Município de Guarapari. - Colheita de elementos para o PP015/2010 - Meio Ambiente e Principio da Precaução. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO, por intermédio de sua Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, presentado pela Promotora de Justiça Titular da 6ª. PCGU, ELIZABETH PAULA STEELE- matricula 1293, com lastro no Procedimento Administrativo 015/2010/6ª. PCGU, com fundamento: a)- No artigo 127 e seguintes da Constituição Federal, b)- Lei 7347/85( Lei da Ação Civil Pública), c)- Artigo 27 da Lei 8625/93( Lei Orgânica do Ministério Publico da União), artigo 29, caput, e §único incisos I, II, III e IV da Lei Complementar 95/97 do Ministério Público do Espírito Santo,e demais normas vigentes e aplicáveis ao presente; Passa a dispor para finalmente Convidar OS INTERESSADOS, para comparecerem no dia 24 de julho de 2010, às 14 horas, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, situado no Centro de Guarapari, Igreja Nossa Senhora da Conceição, em frente ao Supermercado Santo Antonio; Assim o faz , também, CONSIDERANDO o artigo 225 da Constituição Federal, o artigo 182 e 183 da CF/88, Lei 10.257/01( Estatuto das Cidades Brasileiras), o Plano Diretor Municipal de Guarapari- ES, e, Lei Federal n.º 6.938/81, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, este como patrimônio publico necessariamente assegurado e protegido (artigo 2º, inciso I); Isso PORQUE a dignidade humana é base para o direito à vida e bem estar da sociedade em geral, artigo 1º, III, da CF/88, que a sociedade democrática é a gestora primária e original dos seus interesses e patrimônio, que se encontra em curso na Promotoria de Justiça Ambiental de Guarapari procedimento administrativo, cujo escopo é a realização de estudos de impacto de vizinhança – que foi preterido nesses longos anos em que empresas possivelmente altamente poluidoras se instalaram no Município vizinho de Anchieta, ES, bem como as demais empresas já elencadas no procedimento e que pretendem operar no mesmo Município, o que causará danos irreversíveis ou de difícil reversão ao nosso Meio Ambiente- assim entendido como um todo; Tomando por base os índices do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em vigor, dando conta do empobrecimento do Município de Guarapari a níveis quase intoleráveis em razão de sua localização geográfica e fins turísticos, lazer, beleza e patrimônio natural esplêndido, considerado como “CIDADE SAÚDE”, constatada a pobreza em 32,47%,(in IBGE online- cidades) inexistindo conhecimento que haverá de minorar ou estancar. Certo que o meio ambiente não possui barreiras (muros) que impeçam sua degradação- ameaça de lesão ou lesão plena, a contaminação da emissão de partículas provenientes de pó de minério de ferro, pelotas, carvão, bem como sua estocagem, o que origina evidente poluição atmosférica que alcança a coletividade guarapariense; a utilização indevida( pois que existem outros meios) do rio Benevente que não suportará as atividades da CSU e demais empreendedoras; Instado o procedimento em razão das denúncias de entidades, do povo, de Associações quanto ao processo de licenciamento do IEMA- Instituto Estadual ( do ES) e a não contemplação de analise do Município de Guarapari, dentre as atribuições que cabem a esse órgão de execução; CONSIDERANDO que a Promotora de Justiça Elizabeth de Paula Steele, matricula 1293 do MP/ES é Titular da Promotoria de Justiça Meio Ambiente de Guarapari-(6ª. PCGU), devendo apurar/evitar degradação, ameaça de lesão ou efetiva lesão ao meio ambiente de Guarapari-ES, com atribuição para tomar as medidas preventivas e qualquer outra providencia para defender com plenitude e , cumprir sua missão Institucional com autonomia e independência funcional em prol do Meio Ambiente de Guarapari, sob pena de invalidade de atos praticados extrajudicialmente e nulidade absoluta de atos judiciais- já praticados ou que venham a ser praticados para que futuramente não haja argüição de erro de possíveis agentes poluidores; Considerando o PRINCIPIO DA PRECAUÇÃO e que cabe ao Ministério Publico constitucionalmente, promover TODAS as medidas cabíveis para proteção prevenção e reparação de danos causados ao meio ambiente, para fins de tomar, ainda, as demais providencias necessárias para a responsabilização dos infratores- civil e criminalmente, bem como providencias outras; Considerando que lhe incumbe melhor instruir-se, em audiência pública, para, com a colaboração da coletividade local, melhor discutir a questão e suas conseqüências para a própria comunidade guarapariense e interessada, instruindo o procedimento administrativo 015/2010- da 6ª. PCGU- Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Guarapari é que:COMUNICA: que fará realizar esse ENCONTRO no dia 24 de julho de 2010, ás 14 horas, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Centro, Guarapari, ES, em frente ao Supermercado Santo Antonio, onde serão tratados os assuntos afetos ao Ministério Publico do Meio Ambiente de Guarapari e a lesão e/ou possível lesão ao Meio Ambiente, e mais: 1. Objetivo: Obter subsídios e informações adicionais, também de técnicos, no que se refere a AUSÊNCIA DE ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA para o Município de Guarapari; bem como esclarecimento sobre ausência de EFETIVOS IMPACTOS de vizinhança que não se encontram relacionados no EIA/RIMA da 4ªa Usina de Pelotização, bem como da CSU, e outros possíveis poluidores, para fins de instrução plena; 2. O Ministério Público além de informar sobre o conteúdo do presente tomará por termo e fixara em ATA sobre os acontecimentos, como elementos de instrução do Procedimento administrativo 015/2010; também os trabalhos técnicos ou elaborados por técnicos que auxiliem nossos trabalhos, serão anexados no PP em referencia; 3- Caberá o Cadastramento de expositores e lista de presença juntamente com a Associação de Moradores do bairro de Meaípe – Meio Ambiente, na pessoa de JULIO BARRETO, onde poderão os interessados fazer inscrição, devendo ser qualificado regularmente para esse fim, na Pousada Vista Bela, bairro Meaípe, Guarapari, ES, email: pousadavistabela@gmail.com ou na própria pousada até setenta e duas horas antes do acontecimento da audiência publica; sendo que a inscrição será confirmada por email; a- A mera presença ao evento, como ouvinte, não dependerá de prévia inscrição b- As exposições e manifestações dos interessados serão escritas, e, na impossibilidade justificada, de o expositor ou manifestante não puder fazê-lo, será escrita por terceira pessoa e lida em voz alta para o interessado; c- O tempo para a manifestação/exposição não será desrazoável - As demais pendências serão resolvidas pela Promotora de Justiça signatária, que poderá tomar outras medidas no curso da reunião 4. Agenda do encontro: - Abertura dos trabalhos e o Ministério Público do Meio Ambiente de Guarapari; - Apresentação das questões a serem examinadas no encontro para audiência; pronunciamento da Promotora de Justiça e titular do Meio Ambiente de Guarapari- 6ª. PCGU, Dra. ELIZABETH DE PAULA SEELE, no sentido de que se tratava de encontro prévio para instruir procedimentos administrativos que estão em curso na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Guarapari e cujo escopo é o meio ambiente em geral, com estudo prévio do impacto ambiental local no Município de Guarapari em face das empresas SAMARCO MINERAÇÃO S/A, PETROBRÁS S/A, VALE/CSU, que já se encontram e buscam instalar outros de seus empreendimentos no Município de Anchieta, vizinho e diviso do Municipio de Guarapari, bem como o processo de licenciamento ambiental que não contemplou o Município de Guarapari em relação aos impactos que vem sofrendo com os empreendimentos de vizinhança; alertou o Ministério Público que a reunião tem o cunho estritamente técnico e para oitiva da população guarapariense- entendida como os residentes ou não no município, devendo ser obedecida a ordem de inscrição para colocação das questões sobre os impactos ambientais, e também o tempo de fala dos inscritos; o Ministério Público exaltou a Constituição Federal e o papel que o parquet ocupa na sociedade brasileira, sua missão Institucional e o Principio da Autonomia e Independência funcional que permitem a investigação e tomada de providencias, pena de omissão, investigação de cunho civil e criminal com fundamento na dos Crimes Ambientais -Lei 9605/98- que prevê até suspensão/interdição de atividades das empresas poluidoras e expressivo valor pecuniário a titulo de multa, que norteiam tão grandiosa instituição democrática e de direito; a doutora Promotora de Justiça salientou a importância da participação da Secretaria de Meio Ambiente do Município de Guarapari; foi dada a palavra e conclamada a fala do Senhor Secretário de Meio Ambiente do Município de Guarapari Ilustríssimo Doutor José Jacinto Baldotto que deixou consignado estar atento ao desenvolvimento de todo e qualquer acontecimento que envolva o Município de Guarapari em relação ao meio ambiente e dentre eles se insere a área vizinha e objeto desse encontro; - Manifestação dos representantes das Associações presentes sendo colocado pela Ilustríssima Senhora Adriana- Associação de Hotéis e Turismo Guarapari (AHTG) e pela Federação Associações de Moradores e Andréia- dos Movimentos Populares de Guarapari (FAMOMPOG) a Pauta do encontro abrangeu assuntos sobre: Saneamento Básico; Água; Turismo; Saúde; Tributação; Contratação de Planejamento Estratégico; Termo de Ajuste e Conduta; Educação Social; Meio Ambiente.entre outros que se fizerem necessário. A Senhora Adriana Marques - Prestadora de Serviços na área do Turismo - abriu o Encontro, convidando para compor a Mesa Dra. Elizabeth de Paula Steele, Promotora de Justiça e Titular do Meio Ambiente do Estado do Espírito Santo da Comarca de Guarapari/ES. A Sra. Andréia Gante, Presidente da FAMOMPOG e Sr José Jacinto Baldoto, Secretário de Meio Ambiente do Município de Guarapari. Dando seqüência a este Encontro, depois de ser composta a Mesa, a Sra. Adriana Marques convidou a Dra Elizabeth de Paula Steele para presidir a Mesa, tendo a Dra Elizabeth convidado para secretariar os trabalhos a Dr.ª Rita Padovan. A Presidente da Mesa leu a Convocação do Encontro da Audiência Pública. Em seguida, recebeu das mãos do Sr. José Nilton Jesus Oliveira, Presidente da Associação de Amigos do Bairro Bela Vista, uma lista com mais de 300 assinaturas por ele colhidas, e também da Sra. Maristela Azevedo Leal, Coordenadora da Pastoral do Menor e da Pastoral Carcerária outra lista com mais de 300 assinaturas por ela colhidas, solicitando que as mesmas constassem no Processo instaurado para que se possa cumprir a 4ª (quarta) condicionante da Samarco Mineradora S/A. Assim, a Presidente da Mesa manifestou-se quanto ao direito que todos terão que todos, guardado o devido limite de tempo para se pronunciarem, cada qual com seu assunto sobre o meio ambiente, de forma que pudesse ser formada uma Opinião Pública resultante deste Encontro. Disse ainda, que ao término deste encontro será lavrada uma ATA, que será encaminha para o Ministério Público dês ta Cidade de Guarapari. Este movimento nasceu da Sociedade Civil Organizada juntamente com Ministério Público. No Processo será colocada a documentação que diz respeito à Carta do Meio Ambiente de Guarapari/ES. Este processo é um Inquérito Civil. O que é um Inquérito? É para investigar qual a proporção do envolvimento do Pólo Industrial que cobre as todas as empresas situadas em Ubú, Município de Anchieta/ES . Os investimentos da Companhia Siderúrgica de Ubú – CSU, Samarco Mineração S/A , Vale do Rio Doce, Petrobrás que estão praticamente anexadas, isto é , envolvidas diretamente com o Município de Guarapari/ES e que têm que aplicar efetivamente partes dos tributos adotados no Brasil pela Constituição Federal. O que é aplicar em Guarapari? Porque nós aqui poderemos ou deveremos receber alguma coisa? Porque percebemos que já esta insurgindo algumas coisas? Porque Guarapari nos estudos de um Instituto Público do Estado do Espírito Santo foi chamado de Área Diretamente Afetada (ADA). Todos os impactos Ambientais, todos os danos do meio ambiente do Município de Anchieta/ES vão refletir diretamente no Município de Guarapari/ES. Continuando, Guarapari tem cerca de cento e dezoito mil habitantes, e a previsão é a de que se duplique ou triplique ao longo do tempo em que estejam sendo feitos investimentos de base. Os que começam aqui pequenos na base estão contratando dez mil pessoas hoje e vão aumentando até alcançarem maior número de empregados, sendo este número, no momento, ignorado por nós. No Município de Guarapari que já está recebendo esta mão-de-obra que não será mais necessária, por quanto as empresas empregadoras não necessitaram desta mesma mão de obra, razão pela qual, por lógica, os trabalhadores perderão necessariamente seus empregos. O que acontecerá é que este mesmo trabalhadores desempregados , por situações ou condições poderão permanecer em Guarapari e isto é o que está causando uma nítida preocupação quanto ao impacto ambiental e social, em função da falta de estrutura, que não suporta ou suportará as conseqüências desse impacto. O problema do impacto ainda poderá causar sérias conseqüências para a cidade de Anchieta/ES, onde não existe condomínio próprio para estas pessoas que vêem para o Município de Guarapari, e não tendo este trabalhadores mão de obra qualificada , agravando ainda o fato de que nosso município não pode ter indústrias poluentes, resultando para este contingente a formação de grande bolsões de pobreza (e no bojo deste bolsões estão diretamente incluídos a falta de segurança a falta de poder aquisitivo para habitação e educação, uma saúde precária sem saneamento básico algum e a presença grande da falta de assistência social aos cidadãos). A Presidente da Mesa passou a palavra ao Secretário Municipal de Meio Ambiente, Doutor José Jacinto Baldotto que começou seu pronunciamento: que temos acompanhado este processo de licenciamento através da Prefeitura daqui passim teremos que ter maneira de conduzir esta situação aqui em Guarapari, Iconha, Piúma, e Alfredo Chaves. Hoje a companhia Siderúrgica de Ubú é considerada o maior investimento do País. O Governo Federal induziu que a companhia Vale do Rio Doce também fizesse a manufaturação do aço, e muito bom para a economia do País, mas também tem que ser bom para a qualidade de vida da população local e seu entorno. A preocupação das empresas, Ministério Público do Estado do Espírito Santo Estadual e da população. Adiantar das conversas que os grupos de trabalho, os relacionados com o ar e da água já estão bem adiantados isto e quase prontos. Também vão se concretizar um consórcio nos municípios do entorno. Receber os recursos relativos à implantação de recursos Fundos Federais, Estaduais para a aplicação na região. Mas a água e a ar estão e recursos naturais, mas adiantados no estudo. Verificamos se os anseios estão atingidos o legislativo e executivo acelerar as discussões junto com o a Sociedade Civil Organizada. O Ministério Publico Estadual, Presidente da Mesa continuou o Encontro, fazendo questão de consignar que este seria para Sociedade Civil Organizada e a única Pasta do Município que foi convidada foi a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a qual possui poder de licenciar nos termos do artigo 23, inciso VI da Constituição Federal, Secretário Municipal do Meio Ambiente, que está compondo a Mesa, Sr. José Jacinto Baldoto. A Dra Elizabeth continuando o Encontro disse que será lavrada no final uma CARTA–ATA lavrada e que se chamará “CARTA DO MEIO AMBIENTE DE GUARAPARI/ES”. Abrirei este Encontro para que todos possam fazer as perguntas que quiserem e que serão respondidas. Podem se escrever aqui na Mesa agora. A Sra. Adriana Marques agradece a presença de todos e a participação do Ministério Público Estadual do Meio Ambiente da Comarca de Guarapari a Dra. Elizabeth e objetiva estudos no processo do licenciamento ambiental onde o Município de Guarapari não foi contemplado e nem realizado o estudo prévio de impacto ambiental, local. Nosso encontro preparatório tem o objetivo, ainda, trazer questionamentos para audiência publica e também para propor um Termo de Ajuste de Conduta e termo de compromisso ambiental, em razão dos impactos ambientais, para que os licenciamentos possam continuar não trazendo prejuízo as empresas, mas resguardando a sociedade civil guarapariense dos impactos deles recebidos, mantendo posição de que temos de ter respaldo jurídico para que todos os impactos possam ser analisados com a devida atenção no tempo necessário e que todos os envolvidos: seja o Poder Público ou empresas respondam diante da Sociedade civil Organizada, do Ministério Publico Estadual da Comarca de Guarapari e Ministério Público Federal de suas responsabilidades. Nosso encontro também marca a necessidade que todas as consultas públicas e audiências feitas no Município de Anchieta sejam feita em Guarapari com o entorno de Alfredo Chaves, Piúma, e Iconha. Sra. Adriana marques continuando convidou o Sr Diego Moraes - participante do Grupo de Música da Pastoral do Menor de Guarapari/ES - que tocou e cantou a música .... e no final fez a seguinte pergunta – A usina vai usar dois milhões de litros de água por hora, do Rio Benevente, segundo dados do folheto de noticias da própria usina. Como ficará o abastecimento de água em Guarapari, já que normalmente no período de verão, a população fica sem água para beber? Logo depois foi dada palavra para a Sra. RITA PADOVAN – Cirurgiã Dentista, sanitarista e gestora de cidades membro da associação de moradores do centro da cidade - AMOCENTRO_: IMPACTOS AMBIENTAIS O homem tem transformado profundamente a natureza, destruindo espécies animais e vegetais, desviando cursos de rios, cortando montanhas, drenando pântanos e amontoando toneladas de detritos no ar, na água e no solo. A saúde e o bem-estar do homem estão diretamente relacionados com a qualidade do meio ambiente, isto é, com suas condições físicas, químicas e biológicas. A poluição a deterioração das condições ambientais, que pode alcançar o ar, a água e o solo. Impacto ambiental deve ser entendido como um desequilíbrio provocado por um choque, um "trauma ecológico", resultante da ação do homem sobre o meio ambiente. Mas devemos dar cada vez mais atenção aos impactos causados pela ação do homem. Quando dizemos que o homem causa os desequilíbrios, obviamente estamos falando do sistema produtivo construído pela humanidade ao longo de sua história. Estamos falando particularmente do capitalismo. Podemos diferenciar os impactos ambientais em escala local, regional e global. Podemos também separá-los naqueles ocorridos em um ecossistema natural, em um ecossistema agrícola ou em um sistema urbano, embora um impacto, à primeira vista ocorrido em escala local, possa Ter também conseqüências em escala global. mas a emissão de gás carbônico como resultado da combustão das árvores vai colaborar para o aumento da concentração desse gás na atmosfera, agravando o "efeito estufa". Muitas siderúrgicas, indústrias e fábricas lançam para o ar, através de suas chaminés,uma variedade de substâncias tóxicas (poluentes químicos) prejudiciais às plantas e animais, como o dióxido de enxofre (SO2). Num ar úmido, este gás forma com a água um ácido. Quando respirado, ataca o nariz e
os pulmões. As plantas reagem mais intensamente que o homem. O dióxido de enxofre prejudica principalmente a fotossíntese, por destruir a clorofila.
Outras indústrias e fábricas lançam nos rios os poluentes químicos, provocando a morte de peixes. Esses rios tornam-se impróprios para a pesca e recreação. Só bactérias que eliminam gases malcheirosos conseguem aí sobreviver. As principais conseqüências ambientais da Siderurgias estão associadas com o uso inadequado de água e a degradação de plantação local ou em seu entorno. . Adicionalmente, deve-se mencionar a poluição hídrica através de uma triplicação de lixo e falta de saneamento básico, as condições habitacionais. PARA O HOMEM - SAÚDE: A chuva ácida libera metais tóxicos que estavam no solo. Esses metais podem alcançar rios e serem utilizados pelo homem causando sérios problemas de saúde. PRÉDIOS, CASAS, ARQUITETURA: a chuva ácida também ajuda a corroer os materiais usados nas construções como casas, edifícios e arquitetura, destruindo represas, turbinas hidrelétricas, etc. PREJUÍZOS PARA O MEIO AMBIENTE LAGOS: os lagos podem ser os mais prejudicados com o efeito da chuva ácida, pois podem ficar totalmente acidificados, perdendo toda a sua vida. Desmatamentos dos manguezais: a chuva ácida faz clareiras, matando duas ou três árvores. Imagine os nossos manguezais e nosso Parque de Preservação Ambiental Paulo Cesar Vinha uma floresta com muitas árvores utilizando mutuamente, agora duas árvores são atingidas pela chuva ácida e morrem algum tempo após muitas plantas que se utilizavam da sombra destas árvores morrem e assim vai indo até formar uma clareira. Essas reações podem destruir florestas. AGRICULTURA: a chuva ácida afeta as plantações quase do mesmo jeito que das florestas, só que é destruída mais rápido já que as plantas são do mesmo tamanho, tendo assim mais áreas atingidas.Pergunta: após o Sistema Único de Saúde não ter um Hospital Regional que atenda a demanda em saúde no município de Guarapari e em seu entorno quem é que vai bancar um hospital para esta região , reivindicando um Hospital de ponta para o Município de Guarapari e duas Unidades de saúde para crianças( e neonatal), considerando que nossa saúde será afetada em progressão geométrica e que também atinge a população com um crescimento sem parâmetro, conseqüentemente nos trazendo um alto índice de riscos à integridade física e mental dos homes e de gravidez na adolescência, com alto nível de prostituição infanto juvenil e de doenças sexualmente transmissíveis? SR. JULIO CESAR GOMES BARRETO – Comerciante e Membro da Associação Moradores de Meaipe Exposição e questionamentos ao Encontro para Audiência Pública dos Empreendimentos da SAMARCO/CSU/PETROBRÀS/VALE-CSU: O apóstolo Paulo em sua Carta aos Romanos, diz: Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o projeto Dele (Romanos 08h28min) 1ª pergunta: Na formatação em que estão os projetos das poluidoras na região de Guarapari e Anchieta, com seus licenciamentos ambientais, em tese, totalmente inconsistentes ( EIA/RIMA, ausência de EIV, etc) , na minha visão, não concorrem para o bem dos que amam a Deus, sendo assim, o MPE-ES pode pedir a anulação dos licenciamentos ambientais como também dar por impedido o IEMA para concessão de futura licença, justificada, em tese, de que o Instituto é parte interessada na aprovação da implantação das poluidoras em questão ? segue anexo Parte do discurso proferido pelo Cacique Seatle, em resposta ao Presidente dos Estados Unidos, que havia proposto uma troca de grande área de terra dos índios, no Oeste americano, pela criação de uma reserva.: Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Não conseguimos compreender esta idéia. Se o frescor do ar e a limpidez brilhante da água não nos pertencem, como podemos vende-los ? Cada pedaço desta terra é sagrado para nossa gente. Cada ponta brilhante de um pinheiro, toda praia de areia, cada névoa nos bosques ao escurecer, cada lugar claro, sem árvores no meio da floresta, e cada inseto zumbindo são sagrados na memória de nossa gente. O córrego, que procura seu caminho entre as árvores, carrega consigo lembranças de nossos antepassados ... Os rios são nossos irmãos e matam nossa sede. Se vendermos nossa terra ao homem branco, este vai ter de ensinar aos seus filhos que os rios são nossos irmãos. E o homem branco vai ter de dedicar aos rios a mesma bondade que dedicaria a qualquer irmão ... O homem branco deve ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, deve ensinar a seus filhos que a terra foi enriquecida com a vida de nosso antepassados, que ela é a nossa mãe, pergunta : È realidade hoje, de que a SAMARCO se apropriou de um braço da Lagoa de Maembá como parte de seu processo industrial e que agora quer se apropriar do já combalido rio Benevente, subtraindo-lhe a pouca água que lhe resta para o processo industrial da CSU . Se é notório que a região não possui recursos hídricos para a possível instalação de mais poluidoras, qual é a ótica e postura do MP e o da Justiça ?; pergunta; Uma CPI das poluidoras em 1997 da AL-ES teria concluído que a SAMARCO é a empresa mais poluidora do ES. O atual passivo ambiental da poluidora lhe credencia a solicitar ampliação ? 4ª pergunta: Os municípios de Anchieta e Guarapari são naturalmente voltados para o turismo, inclusive 95 % de sua população vivem essa realidade. As poluidoras irão mudar paradigmamente a vida das pessoas e dessas cidades, neste caso a população não teria que ser consultada através de um plebiscito como manda o Estatuto das Cidades ? a seguir a palavra passou para a SRA. MARISTELA AZEVEDO LEAL – Pedagoga, coordenadora da Educação para Jovem e Adultos da Escola e pós graduada em Gestão do Educação para Jovem e Adultos - Coordenadora da Pastoral do Menor e da Pastoral da Carcerária da Igreja Católica de Guarapari/ES – o Estatuto da Criança e do Adolescente nos fala que a criança e adolescente é prioridade absoluta.diante da Lei, quais os empreendimentos que vão favorecer a prevenção e proteção a criança e o adolescente , na área da habitação , saúde escola, esporte,alimentação , cultura acesso ao programa de primeiro emprego , a ao tratamento a criança e ao adolescentes usuários de drogas, tendo em vista que a população de Guarapari vai crescer três ou quatro vezes mais? Esses empreendimentos vão encher os cofres do fundo da criança e do adolescente ou a própria usina vai realizar diretamente os investimentos? Reinvidica estabelecimentos e suas manutenções, para crianças e adolescentes em situação de risco, um estabelecimento para abrigamento de adolescentes em situação de possível ato infracional equipado com assistentes sociais, pedagogos, psicólogos, projetos de reinserção social, bem como casa de recuperação para adolescentes-dependentes de substâncias químicas, sendo todos proporcionais ao numero projetado de crescimento e inchaço de Guarapari; A seguir se manifestou a Federação de Movimentos Populares de Guarapari ANDRÉIA GANTE - Pedagoga – Presidente da Federação das Associações de Moradores e Movimento Populares de Guarapari. A situação da Bolsa Família de Guarapari hoje está recebendo por dia cerca de dez a quinze pessoas pedindo a transferência de suas bolsas porque estão vindos de outros municípios para se estabelecerem aqui. Como conseqüência disto no SINI tem mais de duas mil pessoas escritas esperando por vagas de emprego e estão atendendo diariamente em torno de cento e cinqüenta a duzentas pessoas por dia para se cadastrarem. O Conselho Tutelar de Guarapari não consegue detectar ainda hoje quantos é o caso de que hoje atende mais de 10 casos por de prostituição infantil por mês, fora os casos que não são denunciados. A federação solicita um termo de compromisso entre as empresas e o setor municipal e estadual para restabelecer o bem estar social do povo de Guarapari; a seguir a Presidente das Associações dos Hotéis de Guarapari e membro da Associação de moradores de Nova Guarapari . ADRIANA MARQUES, comerciante, Presidente da AHGT,assim se manifestou: A Excelentíssima Promotora de Meio Ambiente Dra. Elizabeth Paula Steele recebe, nesse ato, documento entregue no encontro de Audiência Pública pela Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari, requer um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre MPE, MPF, IEMA, IBAMA, Empresas, Governos Federal, Estadual e Municipal, e os representantes das entidades que deram origem ao documento de suspensão Recomendatória dos Licenciamentos. Nesse TAC, firma-se o compromisso da criação imediata de um fundo de Hum milhão de reais (R$1.000.000,00) pelas empresas CSU, SAMARCO e PETROBRAS, para pagamento de um projeto de planejamento estratégico 2010-2050, a ser contratado pela sociedade civil representada por suas entidades, aonde serão definidas políticas nas áreas de planejamento urbano, educacional, saúde, segurança, turismo, migração, água, esgoto etc. Esse fundo também deverá ser usado para contratação de uma auditoria nos estudos apresentados pelas empresas que se julgue necessário por um dos signatários do mesmo TAC. A suspensão da medida recomendatória deverá ser feita somente com esse compromisso, visto que a CSU continuou fazendo suas consultas públicas, embora o Ministério Publico Estadual tenha notificado as empresas integrantes do Pólo de Ubu, desrespeitando a RECOMENDAÇÃO OFICIAL DO MP/ES do meio ambiente de Guarapari, datada de 16 de junho de 2010 e extraída do procedimento 015/2010 de 16 de junho de 2010, inclusive acordadas que o poder Público em todas as esferas e as empresas respeite e acate em comum acordo com os demais signatários em tempo definidos pelo planejamento tudo que for determinado como de responsabilidade de cada setor, o não cumprimento poderá acarretar em multas, e até suspensão dos licenciamentos. Baseamo-nos no Estatuto da cidade que nos concede o direito de planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social; visto que somos área de impacto direto de todo esses empreendimentos que irão afetar de forma irreversível a configuração territorial, social , estrutural e econômica de nosso Município. A seguir foi dada palavra para GERALDO BARCELOS – comerciante e membro da associação de hotéis e turismo de Guarapari – parabenizou a Dr. Elizabeth da firmeza da colocação que o Ministério Público estadual do meio ambiente da forma que esta conduzindo o trabalho e com que esta conduzindo que é com a sociedade civil. A vida começa com a água. Inserção nos estudos tem ser extinta para que nossos filhos e netos tenham qualidade de vida. Dra. Elizabeth respondeu que se não tivesse atuando, ela estaria prevaricando ( praticando crime de prevaricação, considerando que o Ministério é Publico, cujo o dever de agir é legal, Institucional e fundamentado na Constituição Federal. A seguir com a palavra o Presidente da Associação Ecológica Força Verde- Sr. CELSO MAIOLI –Membro Do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Guarapari/ES. Guarapari (ES), 24 de julho de 2010 . Exma. Sra. Dra. Elizabeth Paula Steele MD Promotora de Justiça do Meio Ambiente. Senhora Promotora, O COMPLEXO SIDERÚRGICO E O SISTEMA VIÁRIO DE GUARAPARI E ANCHIETA - Solicitamos acatar nossa contribuição para os debates no “Encontro para Audiência Pública”, que se realizará em nossa cidade no dia 24.07.2010. Estamos diante de problemas sérios com relação ao sistema viário (estradas, pontes, etc.) de Guarapari e Anchieta, inimagináveis há poucos anos atrás. O volume do tráfego pesado aumentou consideravelmente nos dois municípios, provocando o desgaste das vias asfaltadas e a degradação das vias sem capeamento. Com o esperado aumento do complexo siderúrgico, que exigirá grandes movimentações de cargas pesadas e veículos leves, os riscos dessas estradas, já perturbadores, aumentarão consideravelmente. As vias existentes não foram programadas para tal movimento. Trata-se de estradas estreitas, com capeamento fino, a maioria apenas aproveitamento de antigas estradas carroçáveis, onde as técnicas mais modernas não foram atendidas. A malha urbana (ruas e avenidas) das cidades de Anchieta e Guarapari já sente os efeitos desses empreendimentos. O Governo Estadual está bastante empenhado na realização dessa planta industrial, mas não apresenta os projetos para viabilização de tudo que será necessário e vital para a perfeita harmonia entre os interesses empresariais e os da população do entorno. Entorno ai entendido como pelo menos 30 quilômetros em volta do empreendimento. É questionamento da população e aguardamos respostas claras às seguintes questões: QUE PROVIDÊNCIAS ESTÃO SENDO TOMADAS PARA A MODERNIZAÇÃO E SOLIDEZ DESSAS ESTRADAS? QUAIS OS CAMINHOS ALTERNATIVOS PARA O FLUXO DE VEÍCULOS LEVES E PESADOS? A QUEM SERÃO ATRIBUÍDAS ESSAS PROVIDÊNCIAS E SEUS CUSTOS? O QUE ESTÁ SENDO PROVIDENCIADO NESTE EXATO MOMENTO? A mídia nos comunica, à exaustão, as reclamações das populações de Vila Velha e Vitória quanto à qualidade do ar, principalmente quando se trata da poluição visível (poeira escura), ardência nos olhos e processos alérgicos, vindos do complexo siderúrgico de Tubarão. Em 2009, criou-se grande expectativa quanto à instalação de “Wind Fence”, grandes telas colocadas em volta dos depósitos de minério, mas a decepção foi o que resultou de todo esse esforço e gastos vultosos. Informações vindas de Vila Velha e Vitória reafirmam a inutilidade dessa medida. Enquanto espera solução para o problema, a população vai respirando essas partículas , que se vão depositando nas superfícies, bastando passar a mão num móvel para sujá-la desse pó escuro, e os gases que invadem os pulmões. O complexo siderúrgico que está sendo instalado no município de Anchieta, agora ampliado com a chegada da CSU, vai afetar-nos diretamente? Essa poluição do ar chegará aos nossos pulmões? Sofreremos com doenças alérgicas e afecções pulmonares? Diante disso, julgamos direito dos cidadãos obter dados técnicos confiáveis em resposta às seguintes questões: -O complexo siderúrgico e a qualidade do ar... Fl.2 -QUAIS OS COMPONENTES QUÍMICOS QUE ESTARÃO EM SUSPENSÃO? -QUAL O PERCENTUAL DE AUMENTO DESSA POLUIÇÃO COM A CSU? -QUANDO DESSA POEIRA CHEGARÁ A GUARAPARI COM OS VENTOS VINDOS DO SUL? -QUE TIPO DE CONTROLE A CSU EXERCERÁ PARA IMPEDIR/MINIMIZAR ESSE PROBLEMA? - HAVERÁ UMA ATENÇÃO ESPECIAL QUANTO A TRATAMENTO DE SAÚDE, POR EXEMPLO, CONSTRUÇÃO DE HOSPITAL REGIONAL VOLTADO PARA O ATENDIMENTO ÀS AFECÇÕES PULMONARES E ALÉRGICAS? Esperamos obter, também, informações sobre o comportamento dos ventos na região, em mapa bastante claro e em linguagem acessível à população em geral. É esta a nossa contribuição para os debates. Atenciosamente ASSOCIAÇÃO ECOLÓGICA FORÇA VERDE. Celso Maioli Júnior. Presidente. A seguir com a palavra JOSE AMARAL, Historiador :A Constituição Federal concede a todos os brasileiros o direito de ir e vir. Diante da falta de emprego, de casa e de alimentação as pessoas saem em busca de sobrevivência. Com o passar do tempo, andando pelas ruas, sem cursos e mão de obra qualificada, e com o consumo de álcool, entre outros entorpecentes, perdem até a dignidade humana. Qual vai ser a política de atendimento a população de rua? Quantos abrigos serão constituídos para atender os moradores de rua, já que no município um numero significativo e para os que virão fazer parte desse grupo?; a seguir se manifestou a Sra. CHRISTINA THERESA HASSEM SANTOS BARROS – engenheira agrônoma – IDARF- Vice Presidente da Associação de Moradores do Centro Da Cidade – AMOCENTRO - membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente - cumprimenta a Mesa na pessoa da Dra Elizabeth Parabenizo a Dra Elizabeth do ministério público pelo trabalho como promotora do meio ambiente. Qual é a vocação do município de Guarapari? É notório A ausência de estudos de impacto na vizinhança causado pelo complexo de Siderurgia já é uma realidade? Não vejo a mobilização da sociedade civil organizada. Todos os dias alguém quer laudo ambiental, não somos contra o empreendimento, mas precisamos ter precauções. Recursos para o município, investir em escolas de tempo integral com oficinas de teatro, dança e outros. Ocupar o Maximo nossas crianças com atividades que poderão ser obrigadas na geração de renda. Construção de vilas olímpicas para pratica de esportes visando descobrir atletas e darmos oportunidade de verdadeiros talentos que estão no anonimato. Recursos para o Município de Guarapari construir um local de eventos; a seguir se manifestou o Sr. MARCO AZEVEDO - Comerciante – Membro Da Associação De Hotéis De Guarapari - não temos opção de queremos ou não a Companhia Siderúrgica de Ubú, mas pior ainda se nos não cobramos um as políticas dos meio rico ou pobre dos meios e a disputa deste processo atropelar o processo e ser razoável. Os impostos tributação não são para Guarapari. Só para Anchieta e o ISS , nada se tem aqui tudo esta em Anchieta mas a pobreza esta aqui ninguém sabe quantos a habitantes tem aqui. Anchieta e rica e Guarapari e pobre vocês sabiam que o mesmo CGC do município de Anchieta e em Guarapari num reflorestamento também cobre parte de Guarapari já que eles têm comprado todo o Município de Itapemirim. Quem vai pagar pelas ruas e pavimentação saneamento básico. Não podemos acreditar a cidade de Guarapari que vai faltar água para o turismo e superlotação a capacidade Santa Monica e Setiba não tem infraestrutura.as praias Riacho e Meaipe não vamos atender nosso turismo!. Saúde areia monazítica como pólo turístico. A seguir se manifestou a Sra. MARINA VANNIER LANE – Bióloga – Professora Da Universidade Federal – cadeira - Botânica. Os problemas ambientais vêm se tornando uma temática obrigatória no cotidiano das cidades. Assim sendo, as áreas verdes tornaram-se os principais ícones de defesa do meio ambiente pela sua degradação, e pelo exíguo espaço que lhes é destinado nos centros urbanos. Mas os cinturões verdes ou anéis verdes na área urbana que traz inúmeras vantagens como minimizam os impactos decorrentes da industrialização fazendo uma melhor filtração do ar . A função estética está pautada, principalmente, no papel de integração entre os espaços construídos e os destinados à circulação. A função social está diretamente relacionada à oferta de espaços para o lazer da população. Os anéis verdes desempenham um papel importante no mosaico urbano, porque constituem um filtro de ar para poder minimizar o gás carbono proporcionam a melhoria da qualidade de vida. Qual é o projeto do complexo da Companhia Siderúrgica de Ubú incluindo áreas verdes ou anéis verdes nas cidades ou municípios do entorno para melhoria do ar? A seguir com a palavra o Sr. AILTON BAIANO - engenheiro agrônomo IDAF: - precisamos de uma segunda audiência publica para tratar mais ainda de Guarapari, de tantos problemas sociais, moradia, escola água e outros. Para o meio ambiente para a SAMARCO meio ambiente integral ambiente homogêneo ambiente integral mais só a companhia siderúrgica de ubu mais Samarco mais Petrobras e o pré sal cadeia de hidrocarboneto elas podem desintegrar suas toxinas. Quando nos tivermos tirado o petróleo as lacunas dentro de bases não solidas e arenosas na hora que mais esvaziar o fundo do mar vai abrir vai abrir uma lacuna enorme e com peso vai escorregar. Deus não manda castigo e o próprio homem que cava seu buraco danificaram o mar dos capixabas que o peso das construções civil vai abrir brechas no fundo do mar. os responsáveis por isto não e somente a Companhia siderúrgica de Ubu mas também a Petrobras junto com a Samarco, sendo que a SAMARCO já possui três usinas de pelotização, onde estão os impactos ambientais em Guarapari, dessas três usinas anteriores?; a seguir foi dada palavra para a Presidente da URGE, Membro da Associação de Moradores da Praia de Santa Monica, Advogada militante, Doutora MARIA MADALENA TAVARES DE OLIVEIRA –:Os municípios de Guarapari, Anchieta e Piúma tem os lençóis freáticos muito superficiais, temos muitas lagoas. As águas subterrâneas, no seu estado natural, estão relativamente livres de contaminação. É por isso que são utilizadas na alimentação. A poluição das águas subterrâneas é especialmente insidiosa porque não é visível. Os municípios, no fornecimento de água às populações, não têm o cuidado de testar a sua qualidade rotineiramente. É sempre fonte de preocupação qualquer alteração que se encontre na água. Em muitos casos, a contaminação por poluentes de um aqüífero cuja água é utilizada na alimentação é muito lenta, pois o seu trajeto é feito através do solo e de rochas permeáveis - não se desloca livremente. Por vezes é significativo o espaço de tempo que decorre entre a introdução do poluente num aqüífero e a sua presença na água que se bebe, mas em terrenos muito permeáveis a contaminação da água pode ocorrer muito rapidamente. A poluição das águas subterrâneas, muitas vezes, só aparece depois de a indústria ou outra atividade por ela responsável ter cessado a sua laboração há muitos anos. Por exemplo, produtos químicos armazenados ou derramados no solo podem demorar anos a atingir um aqüífero. Depois de ser atingido o aqüífero, a área contaminada tende a ser alargada e a fonte fica inutilizada. Este é o problema que pode ser causado por lixeiras localizadas em aterros não impermeabilizados ou por substâncias tóxicas derramadas imprevidentemente nos solos. Pergunta Quais os cuidados que estão tendo nesta região? Quais os estudos que estão sendo feito em relação ao lixo e a água para não contaminar um aqüífero a da superfície? A seguir foi dada palavra para membro do Conselho do Meio Ambiente,Jornalista, Professor da UFES, Membro da Força Verde, Sr. RICARDO ROSETTI CONDE- - agradeceu o ministério publico de participar e relatou que pertence a forca verde e disse que é o momento de se fazer os licenciamentos ambientais, e fazer cumprir o que esta determinado por lei. Quando chega a hora de fazer as defesas deste licenciamentos. eu estava como vereador ,não tinha conhecimento profundo e as pessoas do lado da sociedade também sem conhecimento de meio ambiente e não tem dinheiro para pagar técnicos e do lado da empresas ele s trazem técnicos e doutores altamente capacitados. Alguém como a promotora de justiça do meio ambiente de Guarapari colocou o pé na porta e o IEMA, IBAMA dentre outros terá que cumprir o protocolo da lei e muito mais como qualidade de vida para a sociedade num todo.No conselho de meio ambiente não temos técnicos para nos orientar. Não temos estudo da agenda 21( vinte e hum )que tem alto custo, estamos muito atrasados . Agora é hora para o desenvolvimento nos pagar com qualidade de vida. Parabéns doutora Elizabeth a sociedade já esta se preparando a sociedade; a seguir com a palavra a integrante da Pastoral do Menor, Sra.ROSAGELA MEDEIROS COSTA- eu sou o que sou e mandou Moises libertar o povo egípcio e que era para preparar o povo judeu. Ele era gago. Dr. Elizabeth Deus lhe deu o dom da palavra e da escrita para resguardar contra a poluição. Qual vão ser as políticas de atendimento a criança e o adolescente já que existe um município um numero insuficiente de trabalho social em relação a criança de rua com esta os empregados da Samarco que vem de outro estado com família e deixa –os para trás?.Reinvidica, no mínimo, abrigos e casas de famílias substitutas a serem criadas e mantidas com esses projetos; a seguir JORGE SANTORIO- comunicador social membro do conselho de alimentação escolar do município de guarapari vice presidente da urge- ouvi atentamente sobre tudo que falaram de um futuro dos peões da obras de base das indústrias que o nosso município é dormitório de peões. Os bolsões de pobreza e miserabilidade que nós conhecemos teremos problemas com a educação, saúde, segurança e na área de alimentação, enfim se instalaram aqui graves problemas de estruturação e que nem daqui cinco anos teremos resolvidos deixado pelos peões. Quantas gravidez de adolescente e prostituição de adolescentes teremos e quantas crianças famintas teremos? Necessidade de projetos sociais urgentes face ao que ocorrera com Guarapari; a seguir por Meaipe e por si, o Sr. Manuel Duarte... falou de sua vida política desde a implantação da Samarco e disse que fará um projeto sobre a saúde e protocolará .A seguir o Sr. PAULO MAIA, pesquisador em oceanografia, autodidata, cidadão guarapariense: tenho a dizer da rota da baleia Jubarte que passa por aqui para procriar nas águas mais quentes, as andorinhas que vem aqui do hemisfério sul na época gelada também para procriação ,qual será o impacto para estes animais? entre outros como os peixes da região das três ilhas? mais os navios que perde óleo e que o IEMA disse que teriam que ser navios limpos para não ter contaminação nesta área . Será que estão cumprindo este protocolo? Nada mais tendo a tratar, a Senhora Presidente da Mesa, Dra Elizabeth de Paula Steele deu por encerrado o presente Encontro, determinando , o apensamento dos abaixo-assinados para integrarem a presente bem como os questionamentos constantes dos emails de inscrição, da qual eu, Rita Padovan, lavrei a presente Ata, que será extraída a “PRIMEIRA CARTA AMBIENTAL DE GUARAPARI” à qual se dará ampla publicidade, geral e irrestrita considerando interesse comum do povo de guarapari e direitos coletivos e difusos que transcendem o território e as barreiras brasileira.

Reflexoes sobre o estaleiro OSX Biguaçu --- Olhando o mar, sonho sem ter de quê. Nada no mar, salvo o ser mar, se vê. (Fernando Pessoa

•.http://elisabethsteele.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Reflexoes sobre o estaleiro OSX Biguaçu --- Olhando o mar, sonho sem ter de quê. Nada no mar, salvo o ser mar, se vê. (Fernando Pessoa



Olhando o mar, sonho sem ter de quê. Nada no mar, salvo o ser mar, se vê. (Fernando Pessoa)



Reflexões sobre a Audiência Pública - Estaleiro OSX Biguaçu 22.07.2010


* Carta aberta para divulgação *




ITAJAÍ - 28.07.2010
O MEGA-ESTALEIRO EM BIGUAÇU, A CIÊNCIA E O DIA DA VERGONHA


Leopoldo Cavaleri Gerhardinger
Oceanógrafo – Universidade do Vale do Itajaí (2004)
Msc. em Conservação - University College London (2008)
Doutorando Programa Interdisciplinar em Ambiente e Sociedade – NEPAM/UNICAMP


Não durmo direito desde a noite da última quinta feira (22.07.2010). As imagens, falas e angústias de uma minoria presente na audiência pública do processo de licenciamento ambiental do estaleiro OSX simplesmente não me deixam em paz.
O mega-estaleiro da empresa OSX, previsto para se instalar em Biguaçu, na baía Norte da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) vêm recebendo o apoio de gente de peso no cenário político nacional, o engajamento total do poder público municipal e estadual, a ajuda do órgão ambiental estadual, a voz parcial de parte significativa da mídia catarinense e pasmem, o apoio das universidades. Não bastasse o próprio reitor da Universidade Federal de Santa Catarina manifestar-se publicamente favorável ao estaleiro, muitos professores e ex-alunos do curso de oceanografia, biologia e engenharia ambiental da Universidade do Vale do Itajaí estão envolvidos diretamente com o projeto. Ali mesmo já foram anunciados a intencionalidade de convênios e parcerias com as universidades para o monitoramento ambiental após a construção do estaleiro. A história se repete. Estes grupos articulam favoráveis ao empreendimento, juntando forças num grito impositivo “O estaleiro tem de sair a todo custo!”.
Neste contexto insano, o papel de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), como aquele preparado pela empresa Caruso JR, é o de subsidiar tecnicamente com ‘certeza e previsibilidade’ o argumento e interesse econômico e político do modelo de desenvolvimento vigente no nosso país. As informações, estudos, conhecimentos e conclusões apresentadas pelos técnicos da empresa de consultoria durante a audiência parecem que foram todos meticulosamente organizados e arranjados para apontar na mesma direção, qual seja, apresentar este mega-projeto como uma iniciativa de ‘Desenvolvimento Sustentável’. O desdobramento argumentativo apresentado na audiência parece chegar sempre à mesma conclusão final, independente dos aspectos em questão: biológicos, sociais, econômicos, culturais. Quando a trama desta complexa equação parece que fica capenga em algum aspecto da sustentabilidade, a palavrinha ‘compensação’ ou ‘mitigação’ aparece como um ingrediente mágico que preenche o discurso com a desejada segurança, previsibilidade e certeza. Outro artifício empregado com a mesma finalidade é a apresentação de mais um entre tantos outros ‘Programas de Monitoramento ou Apoio’ de coisas, outras coisas e mais coisas. Há resposta e jeito pra tudo! Trata-se de um estudo de mais de 1000 páginas, que envolveu dezenas de oceanógrafos, biólogos, engenheiros ambientais. Muitos destes meus colegas de graduação, antigos mestres, e colegas de profissão. O custo total financeiro de tal estudo não posso imaginar. Consigo, no entanto, sentir uma profunda decepção e preocupação com o futuro da vida humana e biológica da zona costeira catarinense.
Fazer a revisão integral de um estudo tão volumoso como este não é tarefa fácil e rápida, requer a imersão de muitas pessoas por muitas horas de leitura e reflexão crítica. Um grupo de cientistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Natureza (ICMBio) prestou-se à esta tarefa. Este é o órgão ambiental federal responsável por três Unidades de Conservação Marinhas localizadas imediatamente no entorno do estaleiro proposto. A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, Estação Ecológica Carijós e a Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim dispensam maiores apresentações. Estas são todas áreas reconhecidas pelo Ministério do Meio Ambiente com altíssima relevância para a conservação da biodiversidade brasileira e para a manutenção dos recursos pesqueiros da região. Desde 2001 venho desenvolvendo pesquisas sobre a fauna de peixes da região. A área é realmente única!
Assim como no EIA da empresa Caruso JR, o parecer técnico do ICMBio foi também substanciado em conhecimento científico, e conclusivo ao dizer que o empreendimento trará prejuízos irreversíveis, uma catástrofe ambiental e socioeconômica para a região. Outros pareceres técnicos elaborados por pesquisadores sem vínculo com a empresa de consultoria também apontam para uma direção geral oposta àquele apresentado pela Caruso JR. Busquem na internet, está tudo disponível para o nosso espanto.
Em quem acreditar? Uma grande contradição, conhecimento científico vs conhecimento científico. De que lado mora a tão desejada segurança, previsibilidade, certeza? Porquê não houve espaço para a manifestação oral dos profissionais do ICMBio em nenhuma das audiências públicas? Será que um oceanógrafo, um biólogo ou engenheiro ambiental tem a competência técnica para predizer as mudanças sociais, culturais e econômicas de um projeto de 3 bilhões de reais e assegurar a sua sustentabilidade a longo prazo? O que diria um velho pescador que conviveu diretamente, intimamente com o mar por mais de 60-70 anos?
Na semana que antecedeu a audiência pública, tive a oportunidade de entrevistar muitos antigos pescadores da região de Porto Belo, Bombas e Bombinhas sobre as mudanças que cada um acompanhou no mar ao longo de sua vida, como parte de uma pesquisa que estou envolvido. Estas pessoas possuem um profundo conhecimento sobre o oceano e seus ciclos, e suas perspectivas para o futuro do litoral catarinense não são nada boas. Durante a apresentação da audiência do EIA pelo técnico da empresa Caruso JR, pensei muito nos pescadores e no que diriam sobre os impactos do estaleiro. Somente dois jovens pescadores artesanais estavam presentes na audiência. Vieram de Biguaçú até o luxuoso auditório do Sports Center no bairro Jurerê Internacional para acompanhar a audiência. Fiquei pasmo ao saber deles que os verdadeiros pescadores foram ignorados no diagnóstico elaborado pela empresa. Um deles, transtornado com o que via e ouvia, me disse que há anos vêm tentando sem sucesso uma licença ambiental para pescar de arrasto. Num instante, ele via a possibilidade da sua família se manter na pesca escorregar por entre seus dedos enquanto uma outra licença ambiental estava em vias de ser promulgada para a construção do estaleiro, pois a autoridade do saber científico assegurava um projeto de ‘Desenvolvimento Sustentável’ para a região.
Pensei na mesma hora no que ouvi durante as entrevistas que fiz na semana anterior. Primeiro veio a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, criada de forma impositiva pelo Estado em 1990 e eliminando a possibilidade dos pescadores dali pescarem a anchova e a lula, pesqueiros que utilizavam há várias gerações. Agora vem um importante empresário e como num passe de mágica ameaça toda a sua sobrevivência, e a própria sustentabilidade da Reserva Biológica. Um total contrasenso! Eu também ficaria no mínimo transtornado. Os dois colegas tremiam suas mãos de angustia durante a apresentação da audiência, e ao serem chamados para uma manifestação oral à qual estavam inscritos, não compareceram. Logo entendi que o efeito do poder e autoridade técnica e política presente foi como uma bomba opressora na sua voz.
Cheguei a esta conclusão pois também eu me senti oprimido, mesmo acostumado com o dialética argumentativa científica e sem o vinculo direto de dependência cultural e socioeconômica com a área. Eu tremia ao assistir muitos e muitos dos meus colegas de faculdade, antigos professores e mestres observarem atentos à minha manifestação oral. A maioria deles davam suporte técnico favorável à sustentabilidade do empreendimento, cada um em sua disciplina e sob as mais diversas justificativas pessoais e profissionais. Num misto de profunda decepção e choque ético, tentei fazer diversas perguntas que não foram respondidas pelas empresas Caruso JR e OSX.
Por exemplo, eu queria saber porquê o estudo sobre os impactos deste mega-estaleiro sobre os peixes da região era tão fraco. Fiquei perplexo ao ler o volume III do EIA à página 299 em seu capítulo 5. O estudo de ictiofauna marinha (fauna de peixes) apresentado é de péssima qualidade e descompromissado com a relevância que este grupo possui para a biodiversidade e para a sustentação de milhares de famílias da região. Um indicador da falta de cuidado e incompetência técnica dos meus colegas se percebe na lista total de espécies de peixes marinhos presentes na área. De um total de 52 espécies listadas no EIA (numero total certamente subestimado), 20 espécies (40%) tinham seus nomes científicos equivocados. Além disto, duas espécies de ‘lebiste’, isto mesmo, aquele peixinho colorido de água doce comumente utilizados para a aquariofilia ornamental, constam na lista de peixes marinhos e são descritos como indicadores de corpos de água degradados por ação antrópica. Erros simples, banais, pode-se dizer, mas sobretudo reveladores. Oras bolas! Para mim ficou claro que estes fatos estão na superfície de um estudo de impacto ambiental feito no mínimo sem a pratica do cuidado por profissionais sem competência na área.
Quando fiz minha matricula no curso de oceanografia na Universidade do Vale do Itajaí, perseguia um re-encontro com as fantasias de uma infância vivida entre a beira-mar e as aventuras do Jacques Costeau. Foram 5 extasiantes anos aprendendo as ciências marinhas, incorporando na minha cesta de saberes as teorias sobre os peixes, algas, correntes e marés. Tive muitos mestres, todos doutores do conhecimento e referências nacionais - alguns internacionais - no conhecimento sobre o litoral brasileiro. O universo do conhecimento é instigante, e traz com freqüência a promessa de seguranças e certezas sobre o entendimento do funcionamento do mundo ao nosso redor, além de garantir maiores chances de estabilidade econômica pessoal. Acontece que esta é uma perigosa armadilha. Nestes últimos anos, estudiosos de todas as áreas do conhecimento científico parece que concluem em conjunto: a economia, a ecologia, a sociedade são imprevisíveis, as coisas são complexas e altos níveis de incerteza estão quase sempre presentes em qualquer sistema analisado! O fio condutor da vida é delicado e exige o cuidado, a precaução diante da famigerada vontade humana de crescer, crescer e crescer indefinidamente. As manchetes estão cheias de exemplos. “Catástrofe ambiental no Golfo do México envolvendo uma das maiores empresas de petróleo do planeta!”, “Queda imprevisível das bolsas de valores na Europa!”, “Contaminação de ostras e mexilhões em Santa Catarina!”, entre outras.
O mundo da consultoria ambiental pode trazer dinheiro fácil para complementar a renda do cientista, do professor universitário ou do recém formado. Mas se entra no bolso em prejuízo da sobrevivência de milhares de pescadores, de impactos irreversíveis à biodiversidade, e da impossibilidade de levar meus filhos para comer um peixe assado ou um caldo de garoupa sem contaminantes, ESTOU FORA! Sou partidário da opinião de que há espaço para crescimento pessoal e profissional compromissado com o discurso e prática pela vida. Universidade, ciência, ainda acredito. Mas no dia 22 de julho de 2010 senti vergonha do meu diploma de oceanógrafo.
--
Postado por ElizaBeth Paula às 12:03